Após reeleição de Lula, Fiemg cobra controle de gastos do governo federal
Federação da indústria mineira alerta para riscos fiscais e defende previsibilidade econômica para estimular investimentos e empregos
26/10/2026 18:18

Belo Horizonte – A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) cobrou responsabilidade fiscal e previsibilidade econômica do governo federal após o resultado das eleições presidenciais. Em manifestação divulgada nesta segunda-feira (26/10), a entidade demonstrou preocupação com o aumento dos gastos públicos e defendeu medidas para garantir o equilíbrio das contas e estimular investimentos.
A federação também relacionou a volatilidade dos mercados financeiros à necessidade de sinais claros sobre a condução da política econômica. Nesta segunda, segundo a entidade, a Bolsa caiu, o dólar subiu e os juros futuros avançaram.
Para o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, cabe ao Estado criar condições para que empresas invistam e produzam.
“Governo não gera riqueza, quem gera é quem produz. O papel do Estado é criar condições para que quem trabalha, investe e empreende tenha segurança para produzir”, afirmou o representante da indústria mineira.
Entidade teme impacto dos gastos
A Fiemg criticou medidas que ampliem despesas públicas sem uma fonte sustentável de financiamento. Na avaliação da entidade, esse tipo de iniciativa pode pressionar a inflação, dificultar a redução dos juros e encarecer o crédito para empresas e famílias.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Não podemos ampliar despesas para produzir resultados de curto prazo e deixar para depois a discussão sobre como essa conta será paga”, disse Roscoe. Segundo ele, decisões que parecem positivas no presente podem resultar em juros maiores e menos investimentos no futuro.
A federação defendeu que o próximo mandato priorize o controle das despesas, o cumprimento das regras fiscais, a segurança jurídica e a melhoria do ambiente de negócios.
Indústria defende abertura de mercados
Além do equilíbrio fiscal, a entidade pediu avanços na abertura e diversificação de mercados internacionais. A proposta, segundo a Fiemg, é reduzir a dependência de poucos parceiros comerciais e ampliar as oportunidades de exportação para a indústria brasileira.
A federação afirmou que continuará atuando de forma independente na defesa do setor industrial mineiro e no diálogo com o governo federal, o Congresso Nacional e outras instituições.
