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Minas Gerais

Tragédia das chuvas impacta nas vendas do varejo em Minas Gerais

Juiz de Fora apresentou queda de 22,8%; Ubá de 37,3% e Matias Barbosa de 43,4%

16/03/2026 14:59, atualizado 16/03/2026 15:00
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CBMG-MG/Divulgação
Após fortes chuvas deixarem ao menos 28 mortos em Juiz de Fora e Ubá, municípios da Zona da Mata, em Minas Gerais metrópoles 2

Belo Horizonte – O impacto das chuvas na Zona da Mata mineira tem reflexo em setores como saúde, educação, moradia e no comércio, com efeito econômico severo nas localidades atingidas pelas enchentes, de acordo com pesquisa do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).

De acordo com os dados, o varejo mineiro registrou queda nominal de 7,4%, com destaque para as cidades atingidas pelas fortes chuvas, em fevereiro. O período pesquisado foi de 23 de fevereiro a 1º de março de 2026.

O impacto foi muito maior nas cidades da Zona da Mata mineira: “Juiz de Fora apresentou queda de 22,8%, Ubá de 37,3% e Matias Barbosa de 43,4% no faturamento do varejo em comparação com o mesmo período do ano anterior”.

Reflexos no padrão de consumo

mudança clara no perfil de consumo. Compras consideradas adiáveis, como vestuário, por exemplo apresentaram impacto maior, com queda de 61,8%. Já setores ligados ao consumo de itens essenciais tiveram impacto menor, como: supermercados (-11,6%) e drogarias (-15,7%), embora ainda com retração relevante no período analisado.

Outros setores também apresentaram quedas expressivas, como alimentação (-25,6%); varejo alimentício especializado (-27,2%) e outros segmentos do comércio (-33,3%).

Reflexo econômico

O ICVA permite acompanhar, com base em transações reais realizadas no varejo, como choques externos, como o que ocorreu na Zona da Mata mineira, refletem diretamente no faturamento do comércio e no padrão de consumo da população.

“Os dados mostram que eventos climáticos extremos têm impacto direto e imediato na atividade econômica das cidades atingidas. É possível perceber uma mudança clara no padrão de consumo: setores ligados a necessidades básicas apresentam maior resiliência, enquanto compras que podem ser adiadas são rapidamente postergadas. Esse tipo de análise, baseada em transações reais do varejo, ajuda a dimensionar com mais precisão como fenômenos climáticos afetam o dia a dia da economia local”, afirma Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo.