Tragédia das chuvas impacta nas vendas do varejo em Minas Gerais
Juiz de Fora apresentou queda de 22,8%; Ubá de 37,3% e Matias Barbosa de 43,4%
atualizado
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Belo Horizonte – O impacto das chuvas na Zona da Mata mineira tem reflexo em setores como saúde, educação, moradia e no comércio, com efeito econômico severo nas localidades atingidas pelas enchentes, de acordo com pesquisa do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).
De acordo com os dados, o varejo mineiro registrou queda nominal de 7,4%, com destaque para as cidades atingidas pelas fortes chuvas, em fevereiro. O período pesquisado foi de 23 de fevereiro a 1º de março de 2026.
O impacto foi muito maior nas cidades da Zona da Mata mineira: “Juiz de Fora apresentou queda de 22,8%, Ubá de 37,3% e Matias Barbosa de 43,4% no faturamento do varejo em comparação com o mesmo período do ano anterior”.
Reflexos no padrão de consumo
Há mudança clara no perfil de consumo. Compras consideradas adiáveis, como vestuário, por exemplo apresentaram impacto maior, com queda de 61,8%. Já setores ligados ao consumo de itens essenciais tiveram impacto menor, como: supermercados (-11,6%) e drogarias (-15,7%), embora ainda com retração relevante no período analisado.
Outros setores também apresentaram quedas expressivas, como alimentação (-25,6%); varejo alimentício especializado (-27,2%) e outros segmentos do comércio (-33,3%).
Reflexo econômico
O ICVA permite acompanhar, com base em transações reais realizadas no varejo, como choques externos, como o que ocorreu na Zona da Mata mineira, refletem diretamente no faturamento do comércio e no padrão de consumo da população.
“Os dados mostram que eventos climáticos extremos têm impacto direto e imediato na atividade econômica das cidades atingidas. É possível perceber uma mudança clara no padrão de consumo: setores ligados a necessidades básicas apresentam maior resiliência, enquanto compras que podem ser adiadas são rapidamente postergadas. Esse tipo de análise, baseada em transações reais do varejo, ajuda a dimensionar com mais precisão como fenômenos climáticos afetam o dia a dia da economia local”, afirma Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo.
