Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Eleições 2026Minas Gerais

Aliados apontam razões que podem fazer Cleitinho recuar de candidatura

Cleitinho Azevedo ainda é aguardado pelo PL que deseja ter o político como palanque para Flávio Bolsonaro em Minas

22/07/2026 02:00
Carlos Moura/Agência Senado
Senador Cleitinho Azevedo

Belo Horizonte – A indefinição do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre uma possível candidatura ao governo de Minas Gerais se aproxima do final, mas o cenário ainda não é claro nem mesmo para os aliados do político que levantam hipóteses e conjecturas sobre os pontos positivos, negativos, pedidos e desejos. A decisão é aguardada pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e pelo PL mineiro, que veem no parlamentar, uma oportunidade de ter um palanque forte no estado.

O principal ponto a favor da candidatura é o carinho que ele vem recebendo em suas agendas pelo interior do Estado e os pedidos para que entre na disputa. Cleitinho registra cerca de 30% das intenções de votos em todas as pesquisas até o momento.

Questões políticas

Já os pontos contrários vão desde questões pessoais até situações políticas. Políticos próximos demonstraram preocupação com três cenários que resvalam diretamente na possível candidatura.

Os pistoleiros que mataram três pessoas em meio a uma disputa de terras no Amazonas, incluindo um adolescente de 14 anos, apontaram como mandantes do crime Moisés Diniz, filho do empresário Alex Coelho Diniz (PL), que é suplente de Cleitinho ao Senado. Entre os presos estava Lucas Pessoa dos Santos, que trabalhava nas fazendas da família Coelho Diniz na região, e que responsabilizou o patrão, mas depois mudou a versão e disse ter sido pressionado.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Moisés negou ter sido mandante do crime, mas a situação, que ainda não foi esclarecida, pode pesar numa possível decisão do senador de abrir mão do seu cargo no momento.

A situação do deputado federal e presidente do Republicanos mineiro Euclydes Pettersen, que é um dos 48 indiciados pela Polícia Federal (PF) na última semana, por suspeita de envolvimento em descontos indevidos em aposentadorias e outros benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A acusação é que o político agiria para a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), envolvida no esquema, e teria recebido R$ 14,7 milhões de propina, segundo relatório da PF.

Pettersen negou qualquer participação nas acusação e afirma que sua “defesa se manifestará nos autos, onde a versão da investigação será confrontada com documentos”. Ainda assim, a situação pode afetar a candidatura de Cleitinho ao governo e mesmo uma possível aliança com o Partido Liberal (PL), já que ele é uma figura central para o avanço das conversas entre as legendas.

Sobre os dois casos mencionados acima, o senador afirmou que não afeta sua candidatura. “Não me afeta, até porque não tenho nada a ver com isso”, afirmou por meio da assessoria de imprensa.

A candidatura do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos-MG) a deputado federal também é visto como um ponto negativo por aliados. Os dois políticos, apesar de estarem no mesmo partido, têm um histórico forte de conflitos.

O irmão de Cleitinho, o deputado estadual Eduardo Azevedo (PL), chegou a alegar que o Republicanos deveria reavaliar o lançamento de Cunha à disputa.

Aliados apontam razões que podem fazer Cleitinho recuar de candidatura - destaque galeria
5 imagens
Flávio Bolsonaro e o senador Cleitinho, cotado como nome do PL para o governo em Minas Gerais
Eduardo Azevedo, irmão de Cleitinho
Aliados apontam razões que podem fazer Cleitinho recuar de candidatura - imagem 4
Euclydes Pettersen
Cleitinho Azevedo no plenário do Senado
1 de 5

Cleitinho Azevedo no plenário do Senado

Waldemir Barreto/Agência Senado
Flávio Bolsonaro e o senador Cleitinho, cotado como nome do PL para o governo em Minas Gerais
2 de 5

Flávio Bolsonaro e o senador Cleitinho, cotado como nome do PL para o governo em Minas Gerais

Jefferson Rudy/Agência Senado
Eduardo Azevedo, irmão de Cleitinho
3 de 5

Eduardo Azevedo, irmão de Cleitinho

Thiago Bonna/Metrópoles
Aliados apontam razões que podem fazer Cleitinho recuar de candidatura - imagem 4
4 de 5

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Euclydes Pettersen
5 de 5

Euclydes Pettersen

Kayo MagalhãesCâmara dos Deputados

Questões pessoais

Pessoas próximas afirmam que questões pessoais são mencionadas como um peso contra o desejo de concorrer, como o receio de não conseguir implementar seus projetos como gostaria, além de se tornar “vidraça”, alvo das críticas que ele costuma fazer a políticos do Executivo.

Um dos pontos que o político apontava como central na demora em tomar a posição estava “problemas pessoais”. Apesar dele não expor, alguns aliados entendem que ele se referia ao problema de saúde que seu irmão caçula Matheus Augusto Ramalho Azevedo enfrentou. Ele morreu no último sábado (18/7) devido a problemas decorrentes da leucemia.

Cleitinho Azevedo afirmou que vai anunciar sua decisão em agosto. A convenção estadual do Republicanos está marcada para 5 de agosto, último dia do prazo para oficializar os candidatos que estarão com seus nomes nas urnas em outubro.