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Eleições 2026Minas Gerais

Lula aposta em Patrus para MG e Flávio ainda sonha com Cleitinho

Convenção estadual do PL foi adiada para aumentar prazos para diálogos com possíveis aliados

21/07/2026 02:00
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados; Ton Molina/Agência Senado
Montagem com Patrus Ananias e Cleitinho Azevedo

Belo Horizonte – A disputa pelo governo de Minas Gerais começa a ganhar contornos mais delimitados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após ouvir duas recusas e sondar diversos quadros, escolheu uma figura histórica do PT mineiro, o deputado federal Patrus Ananias, para lhe dar palanque no estado. Já o PL do senador Flávio Bolsonaro segue na esperança de que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) caminhe junto a eles, mas, para não ficar desguarnecida, a legenda conta com uma alternativa.


Por que Minas é decisiva para Lula e Flávio Bolsonaro

  • Segundo maior colégio eleitoral, Minas tem 16,38 milhões de eleitores e concentra cerca de 10% dos votos do país.
  • Termômetro nacional: desde 1989, o candidato que venceu a eleição presidencial também ganhou em Minas.
  • Resultado apertado: em 2022, Lula derrotou Jair Bolsonaro no estado por apenas 49.650 votos.
  • Caminho difícil para o PT: Rodrigo Pacheco recusou a candidatura, Marília Campos manteve o projeto de concorrer ao Senado e as conversas com Alexandre Kalil e Gabriel Azevedo não avançaram.
  • A aposta em Patrus: o deputado garante um palanque a Lula, mas o PT ainda precisa definir o vice e ampliar a aliança.
  • Flávio espera Cleitinho: o PL trata o senador como sua principal opção para comandar o palanque de Flávio Bolsonaro em Minas.
  • Cleitinho ainda não confirmou se disputará o governo. A convenção estadual do PL foi transferida de 23 para 27 de julho, dando mais tempo às negociações.
  • Plano B do PL: se a composição com Cleitinho não avançar, o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli aparece como principal alternativa.

PT faz seu movimento

Na manhã dessa segunda-feira (20/7), foi oficializada a candidatura de Patrus, que passou a ser cotado no início deste mês, após recusa do senador Rodrigo Pacheco (PSB), que disse que quer sair da vida política, e da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), que defendeu seu plano inicial de concorrer ao Senado.

O histórico como prefeito de Belo Horizonte (1993-1996), quando implementou os Restaurantes Populares e o Orçamento Participativo; além da boa relação com Lula, pesaram na escolha do deputado para a disputa.

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Patrus foi ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (2004-2010), período em que iniciou o Bolsa Família, e de Desenvolvimento Agrário (2016).

Outros políticos chegaram a serem cotados, internamente os nomes dos deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia, da deputada estadual Macaé Evaristo, do ex-prefeito de Teófilo Otoni Daniel Sucupira e da ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Sandra Goulart também foram lembrados.

Entre os candidatos de outros partidos, os principais nomes foram do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que preferiu não firmar aliança com o PT neste primeiro turno. O ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) esteve entre os candidatos a ser apoiado na disputa, os diretórios dos dois partidos chegaram a firmar um acordo, mas a direção estadual do PT foi contra.

Com Patrus definido, o PT agora vai buscar possíveis candidatos a vice. A intenção, segundo a presidente estadual, deputada Leninha, é que seja uma dobradinha com o PSB, repetindo o cenário nacional. Até o momento os pessebistas contam com três alternativas: o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares; o ex-senador e ex-vice-governador Clésio Andrade; e o ex-presidente da Fiesp, Josué Gomes.

PL ainda espera por Cleitinho

Já o Partido Liberal (PL) ainda aguarda uma definição do senador Cleitinho Azevedo. Para sinalizar que está disposto a aguardar pelo senador até o final, o PL adiou a realização da convenção estadual em quatro dias, agora prevista para 27 de julho. A intenção é pressionar o político para tomar uma decisão, caso não haja uma mudança, a maior probabilidade é que seja lançado o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli (PL) para a disputa.

As conversas foram interrompidas neste final de semana, após uma tragédia atingir a família Azevedo, com a morte do irmão caçula Matheus por uma doença. Políticos de diversos espectros ideológicos lamentaram a perda do familiar.

Cleitinho ainda não decidiu se vai ou não se candidatar ao Palácio Tiradentes. Aliados afirmam que a decisão saíra de uma amálgama de fatos, como o temor em ser alvo das críticas que ele está acostumado a fazer, a situação econômica do governo de Minas e até a relação com algumas figuras políticas, incluindo seu suplente no Senado.