Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Eleições 2026Minas Gerais

Convenções começam, mas Cleitinho ainda embaralha disputa em MG

Em Minas, candidatos se mostram entusiasmados com convenções para anunciar nomes que estarão nas urnas em outubro

20/07/2026 03:00
Carlos Moura/Agência Senado
Senador Cleitinho Azevedo

Belo Horizonte – O início das convenções partidárias, nesta segunda-feira (20/7), marca a reta final para a definição dos candidatos ao governo de Minas Gerais, mas a principal incógnita da disputa continua sendo o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Líder nas pesquisas de intenção de voto, ele ainda não decidiu se entrará na corrida pelo Palácio Tiradentes.

Mesmo com a proximidade dos prazos para as tomadas de decisões, o cenário segue turvo no estado. Apesar de já haver sinais fortes sobre os rumos que devem seguir, a federação PT, PV e PCdoB; o PL e o Republicanos ainda não decidiram oficialmente seus pré-candidatos.

A indefinição no PT, contudo, pode mudar em breve, pois nesta segunda o partido tem uma reunião marcada em Belo Horizonte, onde o deputado federal Patrus Ananias deve ter seu nome confirmado como candidato da federação.

Já o PL afirma que ainda aguarda uma decisão do senador Cleitinho até o último minuto, mas as lideranças internas já trabalham com o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli como candidato.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Cleitinho ainda não se posicionou e, informações de pessoas próximas a ele, mostram uma certa indecisão. O desejo do povo por onde ele vai o anima, mas a possibilidade de virar “vidraça” e pegar um estado com graves problemas financeiros o preocupa, afirmam aliados. O senador lidera as pesquisas de intenção de voto até o momento e pode desequilibrar a disputa.

A disputa atual que conta com onze pré-candidatos ou postulantes ainda pode ganhar mais um. O ex-secretário de governo e pré-candidato ao Senado Marcelo Aro (PP), na chapa do governador Mateus Simões (PSD), passou a ser considerado pela direção nacional da federação União Progressista (União Brasil e PP).

Expectativa dos candidatos

Perguntamos aos pré-candidatos e potenciais candidatos quais suas expectativas em relação às convenções, sendo que Patrus, Vittorio e Cleitinho não responderam.

Simões acredita que o PSD vai quase triplicar sua presença na Assembleia Legislativa de Minas Gerais ao final do pleito, e se mostra confiante.

“Como maior partido em Minas, com grande bancada estadual e federal, além de quase 200 prefeitos, acredito que a convenção será um evento marcado pela presença de Minas como conjunto”, afirmou.

Já o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) aponta que será um momento para recordar os feitos pelo Executivo municipal e pelo Atlético, onde foi presidente.

“Expectativa é chegar na campanha, depois de oficializado em convenção, para mostrar o que fizemos no Atlético e na Prefeitura. Eu não prometi, mas fiz um hospital com quase 500 leitos, fiz 500 km de asfalto, um centro de saúde a cada dois meses, coloquei Wi-Fi nas vilas e favelas. E podemos fazer por Minas”, disse.

O ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), que era um dos cotados a ser apoiado pelo PT na disputa, aponta que a convenção vai marcar uma posição. Alguns partidos querem que o MDB, entre outras siglas, abandonem suas candidaturas próprias para apoiá-los.

“Na ata vai estar meu nome como governador. Vice, senador, suplentes estão em aberto. A chapa federal e a estadual completas. Estamos abertos a conversar (com outros partidos), mas caso não tenha (alianças), temos nomes para todos os cargos dentro do MDB”, comentou.

Já o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares (PSB), outra legenda cortejada por adversários, foi suscinto ao afirmar que está pronto para as convenções e para a campanha.

A educadora popular Indira Xavier (Unidade Popular) comenta que a convenção, que será a primeira entre os partidos, servirá de ponto de partida para apresentar o programa de governo.

“A expectativa é homologar e começar a ir pra rua para apresentar esse programa. A UP no terreno das ruas para chamar o povo para construir e nós estamos num processo bastante ofensivo de convidar o povo para ingressar nas fileiras”, disse.

A professora Maria da Consolação (Psol) alega que o partido ainda terá reuniões para alinhar algumas questões antes da cerimônia oficial.

“Nós vamos ter agora, na próxima semana, uma plenária da nossa militância do PSolpara discutir a tática eleitoral e vamos ter a reunião do nosso diretório estadual também para definir e chegar na convenção”, comentou.

O professor da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) Túlio Lopes (PCB) disse que tem uma boa expectativa de “prioritariamente disputar o governo de Minas Gerais e buscar eleger a nossa bancada comunista”. “Nossas candidaturas são de vínculo com movimentos sindicais populares”, completou.

Com a primeira disputa eleitoral do candidato e do partido, o advogado e influencer Ben Mendes (Missão) afirma que as chapas de deputados estaduais e federais já estão completas e que as “pessoas que estão com bastante energia para lutar por um Brasil e por Minas melhor”.

Já o minerador Rafael Duda (PSTU) aponta que, apesar das limitações financeiras que o seu partido enfrenta, por não ter um valor considerável de fundo partidário, a intenção é mostrar uma campanha “mais ligadas aos trabalhadores e às trabalhadores e ao povo pobre”, para mostrar uma visão de mundo diferente.

Veja as datas das convenções

  • UP – 20 de Julho
  • Missão – 22 de Julho
  • PL – 23 de Julho
  • PSTU – 24 de Julho
  • PCB – 25 de Julho
  • Psol e Rede – 26 de Julho
  • PDT – 26 de Julho
  • PT, PV e PCdoB – 31 de Julho
  • MDB – 1º de Agosto
  • União PP – 1º de Agosto
  • PSB – 2 de Agosto
  • PSD – 2 de Agosto
  • Republicanos – 5 de Agosto