19 de novembro de 1969: o homem volta à lua, quase na indiferença geral

A Nasa lança novo foguete tripulado quatro meses depois do Apollo 11. E consegue várias façanhas. Mas o mundo já não está mais impressionado

atualizado 19/11/2020 6:04

Alan Bean na luaNASA

O que são quatro meses na história da humanidade? Ou até mesmo na ciência? Na corrida à lua, depois de anos culminaram, em julho de 1969, com a chegada de Neil Armstrong em primeiro em nossa lamparina da noite que é a lua, quatro meses são tão pouco…

Mas para a legenda, estes 120 dias foram enormes. Nos anos, quando a Nasa organizava visitas a escolas por exemplo anunciando o homem que pisou na lua, os alunos duvidavam quando chegava um baixinho. Não era o Neil Armstrong. E nem Buzz Aldrin. Era Peter Conrad. Peter quem?

Por ter sido o primeiro, dá-se a impressão que Neil levou o crédito para todos que o seguiram. Uma vez a formidável façanha de julho retransmitida no mundo inteiro, parece que a viagem à lua tinha virado agradável passeio de fim de semana.

Em novembro de 1969, Apollo 12 refez a viagem, com outras missões. Uma delas era “acertar” o pouso, já que em julho não foi beeem o que ocorreu. Não começou muito bem, na hora exata do lançamento, quando o foguete tinha decolado só de alguns metros, um raio atingiu Saturn V.

Mas a viagem prosseguiu, e ainda bem. Neste ambiente de cientistas e de tensão extremo, Conrad deu à história da conquista espacial sua “declaração” via radio mais engraçada, na hora de pular o último degrau da escada do módulo lunar e pisar na lua: “Este pode ter sido um pequeno passo para Neil, mas para mim que sou baixinho é enorme! Yuuupiiii!!”

Nesta quinta-feira (19/11), os Cabeças da Notícia da Radio Metrópoles te contam a segunda viagem a lua. Entre 07  e 09 horas no 104.1 FM em Brasília e região, e no resto do mundo (mas não na lua) pelo aplicativo.

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