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J.R. Guzzo

Evo Morales, refugiado na Argentina, não quer saber de cadeia

Quando os militares da Bolívia, agora em novembro, sugeriram a ele que aceitasse renunciar à presidência, Evo achou a ideia ótima

19/12/2019 13:44, atualizado 19/12/2019 18:59
Manuel Medir/Getty Images
Evo Morales, refugiado na Argentina, não quer saber de cadeia

Esse Evo Morales, quando se pensa um pouco, parece ser um sujeito bem mais esperto do que dizem por aí. Ao contrário do ex-presidente Lula, que tinha certeza de ser intocável e de que passaria feito um trator em cima do “juizinho do interior” que teve o desplante de querer aplicar a lei em relação a ele, Evo pensa bem melhor no que faz.

Quando os militares da Bolívia, agora em novembro, sugeriram a ele que aceitasse renunciar à presidência, Evo achou a ideia ótima – e topou na hora. Mais que isso: pelo sim, pelo não, tratou de enfiar-se num avião para o México e sumir do pedaço enquanto podia.

Fez bem. O novo governo da Bolívia, na figura da Procuradoria de La Paz, acaba de pedir a prisão de um certo Juan Evo Morales Ayma, por sedição e terrorismo – isso por que ainda não falaram em corrupção e outras coisas.

Trata-se, justamente, do notável líder bolivariano, índio, amigo de Lula e defensor dos traficantes de cocaína da Bolívia, sua ex-Excelência Evo Morales. Mas o grande chefe está com o couro a salvo, agora escondido na Argentina e convivendo com seus parceiros do novo governo peronista. Sabe das coisas, esse Evo.

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Cadeia não é com ele.

* Este texto representa as opiniões e ideias do autor.