Senadores do DF abrem mão do auxílio-mudança de R$ 33 mil
Reguffe, Leila Barros e Izalci Lucas já anunciaram que não devem receber penduricalho garantido aos mandatários da Casa
atualizado
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Os representantes do Distrito Federal no Senado decidiram abrir mão do auxílio-mudança. O benefício é concedido pela Casa, na mudança de cada legislatura, para ajudar no custeio da transferência de imóvel. Cada senador tem direito a receber mais de R$ 33 mil a título de amparo.
De acordo com o Senado Federal, o auxílio é pago aos calouros e também para quem deixa o mandato. A Casa ainda não realizou o pagamento neste ano, tampouco marcou a data para o depósito nas contas-correntes. Apenas para o DF, o Congresso Nacional teria de desembolsar mais de R$ 100 mil com o benefício.
Os três senadores do Distrito Federal que atuarão na próxima legislatura, José Antônio Reguffe (sem partido), Leila Barros (PSB) e Izalci Lucas (PSDB), declararam publicamente a desistência do penduricalho. “Abrirei mão do auxílio-mudança que é pago aos parlamentares eleitos no início de cada legislatura”, escreveu o tucano no Twitter. De saída, Cristovam Buarque (PPS) não se manifestou.
Já a socialista foi além na disposição: “Esse auxílio, no meu caso, é dispensável, uma vez que possuo residência no DF. Nesse sentido, dispensei também o imóvel funcional e o auxílio-moradia”, garantiu Leila também nas redes sociais.
Para os 46 novos senadores, a Casa calcula um repasse de R$ 3,6 milhões apenas com o auxílio-mudança. Há ainda outros benefícios garantidos, como auxílio-moradia, plano de saúde e verba indenizatória. Com exceção de Reguffe, que abriu mão de todas essas benesses, os outros representantes brasilienses não confirmaram publicamente a intenção de deixar de receber os demais recursos previstos.
