Mané terá 17 operações gastronômicas bem no coração de Brasília

Comandado pelo grupo R2, complexo gastronômico terá cozinha interativa, espaço para pequenos produtores e programação intensa

atualizado 15/11/2021 16:45

Na arte vemos a fachada do mercado mané, escrito mané no canto esquerdo. Na frente, algumas árvores e um carro passando na pistaDivulgação/Mané

É para ser dinâmico, variado, sem amarras, plural. O Mané, o mercado vírgula, será aberto em 15 de janeiro de 2022, entre o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha e o Ginásio Nilson Nelson, com 17 operações comandadas por chefs renomados e essa forma tão democrática de se conhecer e se relacionar com a gastronomia local.

Inspirado em feiras e mercados de cidades turísticas como Nova York, Barcelona, Lima e Lisboa, o empreendimento é capitaneado pelo Grupo R2, que se consagrou pela realização de eventos como o Na Praia e a festa Surreal.

Em todos eles, a empresa sempre privilegiou a comida produzida por quem entende do assunto. Neste novo projeto, ela será a principal ferramenta de atração do público aos mais de 4 mil metros quadrados de área construída, que contará ainda com bares de cerveja e drinques, adega de vinhos, loja “de Coisas Bonitas”, brinquedoteca de dois andares, pelo menos 800 lugares para acomodar moradores e visitantes da capital federal e uma cozinha escola que será comandada por Sebastian Parasole, criador da Iniciativa Bandoneón e coordenador do curso de gastronomia do Iesb.

O local foi projetado pela Bloco Arquitetos, responsável pela criação de moradias e empreendimentos comerciais como o Ricco Burger. A expectativa de investimento é na ordem de R$ 8 milhões.

“O Mané, o mercado vírgula, reúne feira e restaurantes, atividades voltadas para as crianças e uma estratégia robusta de sustentabilidade, pautada pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS, uma agenda global da ONU rumo a um mundo melhor até 2030. Nesse sentido, contará com ampla estrutura e serviços para pessoas com deficiência como rampas, cardápios em braile, balcões rebaixados, atendimento em libras, entre outros. Também vamos aproximar os pequenos produtores locais do público, com ingredientes que privilegiem essa procedência e valorizem itens do Cerrado, uma alimentação saudável e o conhecimento em torno da gastronomia”, afirma Rick Emediato, um dos sócios do grupo R2.

Quem estará lá

Das 17 operações, já estão confirmadas novas unidades da Casa Baco, de Gil Guimarães; do Lima, do peruano Marco Espinoza; do Le Birosque, de Luiz Trigo, e da confeitaria Casa Doce. A curadoria gastronômica é assinada pela chef Renata Carvalho.

“Vamos ter o primeiro balcão cevichero de Brasília”, adianta Espinoza, que optou por trazer o conceito despojado da casa premiada, que conta com quatro endereços no Rio de Janeiro. Fora o prato peruano mais conhecido do mundo, ele promete outras receitas servidas nos mercados de seu país.

Para Gil Guimarães, o Mané, vai ser um marco para a gastronomia de Brasília. “O Grupo R2 conseguiu reunir uma turma realmente bacana que está muito empolgada com o projeto. Acho que 2022 vai ser um ano que promete, da nossa retomada, cheio de novidades e coisas legais”, analisa o chef. Ele afirma que está preparando um menu enxuto com novidades, que privilegia pizzas napoletanas à noite, pratos com raízes italianas e do Cerrado durante o dia todo.

Já Luiz Trigo, do Le Birosque, promete um menu mais extenso tendo como estrela a carne suína. A expectativa é usar toda a expertise do grupo Rocks, sócio da casa e especialista em food service de alta qualidade, para oferecer não somente a porchetta já consagrada na Quituart, como joelho, embutidos e outras iguarias, pensadas por ele e pelo também chef Rodrigo Sanchez. A ideia é ter comida para apreciar no local, assim como para delivery e take away. “A gente confia muito no trabalho do Grupo R2 e temos a certeza de que teremos o posicionamento correto e sucesso”, afirma Trigo.

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O atendimento no Mané terá um formato híbrido, no qual o cliente poderá sentar em uma mesa e pedir pratos de qualquer operação a um garçom. Se preferir, também pode ser atendido e retirar o pedido no balcão de cada operação, como no modelo de autosserviço.

Para o delivery, o mercado contará com uma parceria inédita com o iFood. “Este é o nosso maior parceiro comercial neste projeto e por meio desta união traremos muita inovação tecnológica e conforto aos clientes”, afirma Rick Emediato. A plataforma de entrega vai realizar ações de experiência e consumo, além de apresentar conteúdo gastronômico, de conscientização e sustentabilidade para o público final. A parceria também prevê a exclusividade no delivery das 17 operações e a comodidade de consumir pratos de todas elas em um mesmo pedido. A partir da parceria, os entregadores da plataforma terão um local para descansar dentro do complexo.

Números e sustentabilidade

A previsão da R2 é que o Mané empregue pelo menos 300 colaboradores diretos e inúmeros indiretos, para atender cerca de 10 mil pessoas por semana, somando os períodos de almoço e jantar, sendo cerca de 5 mil aos sábados e domingos.

Um dos pilares da iniciativa será a sustentabilidade. “Vamos desenvolver o nosso plano de sustentabilidade e acessibilidade, da mesma maneira que trabalhamos em todos os nossos eventos, com diversas ações vinculadas. Seguiremos os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável. Não queremos ser apenas lixo zero, seremos ‘lixo negativo’. Usaremos apenas embalagens compostáveis, teremos hortas orgânicas e trabalharemos diversas ações de inclusão social”, afirma Emediato.

E para quem estava com saudades do Carnaval que era promovido pelo grupo, já fica sabendo que em 2022 ele acontecerá no Mané, com nova roupagem, todas as medidas de segurança cabíveis, um line up cheio de estrelas e aquela vontade de retomar a vida com muita alegria.

Eu não sei você aí, mas eu já estou contando os dias para janeiro chegar. Que venha o Mané. Brasília precisava de um projeto assim, tão plural.

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