Kinjo: primeiras impressões do novo restaurante nikkei de Brasília

Capitaneado pelos chefs Marco Espinoza e Carlitos Apolinario, restaurante serve pescados frescos com técnicas peruanas e japonesas

atualizado 14/04/2022 15:15

Evento no restaurante Kinjo, no CasaPark Imagem cedida ao Metrópoles/César Rebouças

Conforme anunciei em primeira mão nesta coluna há alguns meses, o chef Marco Espinoza tem um novo empreendimento na cidade, aberto há cerca de um mês no shopping CasaPark. O Kinjo é o seu sexto restaurante na capital federal, sendo o quarto em parceria com o também cozinheiro peruano Carlitos Apolinário, que é o responsável pelo dia a dia das casas, tendo em vista que Espinoza também tem diversos restaurantes no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Ocupando o espaço que antes havia sido do Tête à Tête, o Kinjo leva ao CasaPark uma culinária bastante focada nas influências japonesas presentes na cultura gastronômica peruana. Pescados frescos são a matéria-prima primordial e se transformam em pratos frios e quentes. A nova casa não é necessariamente de sushis e sashimis, mas o menu tem uma boa parte dedicada a eles ou a variações.

Esperei passar um pouco o frisson em torno da abertura, para visitar a casa. Notei que a ambientação vai na pegada minimalista, mas sem deixar de ser confortável. O destaque da decoração são as bandeirolas fixadas no teto, de forma a criar um movimento interessante quando bate a brisa. O projeto é do arquiteto Cesar Lee, o mesmo que assina o décor do chifa Cantón, no Brasília Shopping.

Evento no restaurante Kinjo, no CasaPark
Detalhes do restaurante

No menu

O meu primeiro pedido foi o Tako Olivo, que faz parte da seção Ussuzukuri, composta por carpaccios e tiraditos. Este vem com polvo cozido e grelhado, guarnecido por tartar de azeitonas pretas (que é na verdade um molho cremoso), guacamole e furikake (R$ 69). Gostei do contraste dos molhos mais cítricos com o pescado e o sabor tostado do gergelim. Senti falta, no entanto, de um sabor mais presente de abacate no molho de guacamole.

Nesta parte do menu, ainda estão disponíveis o Tropic (salmão com maracujá, coentro, brotos e tirinhas crocantes – R$ 49); o Tataki com atum selado, furikake e cebolinha (R$ 49) e o Shake Truffle, com barriga de salmão maçaricada, óleo trufado e raspas de limão (R$ 49).

Já no rol dos sashimis, é possível pedir atum, salmão, camarão, polvo e vieira canadense. As porções são servidas com 4 unidades e saem entre R$ 27 e R$ 79. Caso o cliente deseje, pode pedir o Moriwase, uma degustação com 20 peças com produtos disponíveis no dia, a R$ 159.

Os niguiris com os mesmos pescados e porções com duas unidades, custam entre R$ 19 e R$ 39. Estes também podem ser encontrados em nove versões autorais no cardápio. O andino, por exemplo, é montado com atum, aji amarillo, togarashi e quinoa (R$ 26). Eu fui no Kazuo, com salmão maçaricado, sal Maldon, azeite trufado e molho cítrico (R$ 29). Não achei o gosto trufado, mas o peixe estava muito fresco e saboroso. Numa próxima vez, vou provar o atum com foie gras e teriyaki (R$ 49) e o polvo com shissô e molho de wasabi (R$ 32).

Ainda na parte fria, o menu dispõe de makimonos, os rolinhos de arroz com recheio. Proveio Tuna Spicy (tartar de atum, óleo de gergelim e cebolinha – R$ 25), mas achei mais apimentado o Quinoa (camarão bata, caranguejo, togarashi e crocante de quinoa – R$ 31). Este também tem um toque amanteigado que me alegrou bastante.

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Entre os quatro ceviches, não poderia faltar o clássico, com branco peixe branco, lula, leite de tigre e camote, a batata adocicada típica do Peru (R$ 39). Mas os mais abertos a novas experiências podem ir de Kunsei, com atum na brasa, cebolinha, alga nori crocante e molho ponzu, de shoyu com limão (R$ 43). Os clientes indecisos ou curiosos podem também pedir uma degustação com três desses preparados, por R$ 67. Estes ficarão para a próxima visita.

Nos quentes, fui de rámen (R$ 49), porque estava chovendo e achei que combinaria bastante com o clima. O caldo é bem saboroso e, tomado sozinho, se mostrou um pouco salgado. No entanto, quando degustado junto com o macarrão, os nacos suínos e os vegetais, ficou bastante harmônico.

Estou curiosa para provar ainda o atum em crosta de quinoa, purê de cará, molho apimentado e farofa nikkei (R4 79) e os Mariscos salteados, togarashi, gengibre e limão (R4 59), que faz parte da seção Isakaya.

A casa conta com apenas duas sobremesas. Escolhi a Três Leches, composta por bolo de laranja embebido em três tipos de leite, servido com sorvete de gengibre e calda morna de laranja (R$ 34). Uma delicinha.

Para beber, há opções de vinhos e de drinques, alguns tendo como base o pisco, o destilado emblemático do país.

Serviço:

Kinjo
Endereço: CasaPark – SGCV Sul, Lotes 12 a 22 – Térreo
Telefone: (61) 3222-6277
Funciona de segunda a quinta, das 15h às 15h30 e das 18h30 às 22h; sexta a domingo, das 12h às 23h
Instagram: @kinjonikkei.br

Para mais dicas de gastronomia, siga @lucianabarbo no Instagram.

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