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Gastronomia

Confusão com nome de Putin obriga restaurantes a rebatizarem prato

Restaurantes da França e Canadá receberam ataques por terem um prato com nome parecido com o do presidente russo no menu

09/03/2022 11:44, atualizado 09/03/2022 18:28
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Foto: Instagram/Reprodução
foto de um pote marrom com batatas fritas molho e queijo

Vladimir Putin tem sido destaque ao redor do mundo desde que a Rússia invadiu a Ucrânia no último dia 24/2. E os impactos da decisão do líder russo chegaram ao mercado gastronômico. Desde o começo dos conflitos armados, restaurantes da França e Canadá foram “obrigados” a rebatizar um prato com nome bem parecido com o do presidente. 

O poutine, prato canadense que oferece batatas fritas com molho e queijo, foi o motivo dos ataques a uma rede de restaurantes que serve a receita. Isso porque na França, Putin é traduzido como Poutine. Especializado na receita, o La Maison de la Poutine foi o local que mais sofreu ofensas até agora. 

Confusão com nome de Putin obriga restaurantes a rebatizarem prato - destaque galeria
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Mas de tão famosa, acabou ganhando outras versões
E tem lugares que permitem que o cliente escolha os acompanhamentos do poutine
A receita original leva apenas batata frita, queijo e molho
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A receita original leva apenas batata frita, queijo e molho

Foto: Instagram/Reprodução
Mas de tão famosa, acabou ganhando outras versões
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Mas de tão famosa, acabou ganhando outras versões

Foto: Instagram/Reprodução
E tem lugares que permitem que o cliente escolha os acompanhamentos do poutine
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E tem lugares que permitem que o cliente escolha os acompanhamentos do poutine

Foto: Instagram/Reprodução

O cofundador da rede em Paris, Guillaume Natas, afirmou ao jornal Le Parisien que eles recebem até seis ligações com ofensas e ameaças por hora. Na unidade de Toulouse, o número é menor, até quatro por dia. “As pessoas dizem que é uma vergonha trabalhar para o Estado russo, ter subsídios do Sr. Putin”, contou um funcionário ao France Bleu. Muitos também gritam insultos quando passam pelos restaurantes. 

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De acordo com o site, os funcionários se preocupam que esses comportamentos possam convergir em vandalismo e, principalmente, violência. Para tentar contornar a situação e conscientizar as pessoas, o La Maison de la Poutine escreveu uma carta de explicação aos clientes. 

“Nosso prato nasceu em Quebec na década de 1950. E as histórias para contar sua origem são inúmeras. Mas uma coisa é certa: o poutine foi criado por cozinheiros apaixonados que queriam levar alegria e conforto aos seus clientes”, escreveram. 

A rede aproveitou para declarar que é contra a invasão russa. “Hoje (a La Maison de Poutine) traz seu mais sincero apoio ao povo ucraniano que luta corajosamente por sua liberdade contra o regime tirânico russo.”

Troca de nome

Quem também tomou providências para evitar problemas foi o Frite Alors!, que tinha como carro-chefe da casa o poutine Vladimir. Eles anunciaram a mudança no Instagram: “Ciao Vladimir! Depois de 32 anos, o trocadilho escolhido para o nosso poutine carro-chefe não tem mais graça”. Agora o prato vai se chamar A mãe dos poutines.

No Canadá, o restaurante que criou a receita, Le Roy Jucep, mudou o nome do prato temporariamente. Quem for ao espaço atrás da iguaria vai pedir batatas fritas com molho de queijo. 

Entenda mais sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia:

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A confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito
A localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho, para evitar avanços de possíveis adversários nesse local
Isso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 km
Percebendo o interesse da Ucrânia em integrar a Otan, que é liderada pelos Estados Unidos, e fazer parte da União Europeia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou atacar o país, caso os ucranianos não desistissem da ideia
Uma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do país
 A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que desencadeou conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível grande guerra
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A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que desencadeou conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível grande guerra

Anastasia Vlasova/Getty Images
A confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito
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A confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito

Agustavop/ Getty Images
A localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho, para evitar avanços de possíveis adversários nesse local
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A localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho, para evitar avanços de possíveis adversários nesse local

Pawel.gaul/ Getty Images
Isso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 km
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Isso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 km

Getty Images
Percebendo o interesse da Ucrânia em integrar a Otan, que é liderada pelos Estados Unidos, e fazer parte da União Europeia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou atacar o país, caso os ucranianos não desistissem da ideia
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Percebendo o interesse da Ucrânia em integrar a Otan, que é liderada pelos Estados Unidos, e fazer parte da União Europeia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou atacar o país, caso os ucranianos não desistissem da ideia

Andre Borges/Esp. Metrópoles
Uma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do país
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Uma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do país

Poca/Getty Images
A Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e invadiu o território ucraniano em 24 de fevereiro
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A Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e invadiu o território ucraniano em 24 de fevereiro

Kutay Tanir/Getty Images
Por outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no Leste Europeu e colocou instalações militares em alerta
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Por outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no Leste Europeu e colocou instalações militares em alerta

OTAN/Divulgação
Apesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por território
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Apesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por território

AFP
Além disso, para o governo ucraniano, o conflito é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu território
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Além disso, para o governo ucraniano, o conflito é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu território

Elena Aleksandrovna Ermakova/ Getty Images
Desde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do Estado
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Desde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do Estado

Will & Deni McIntyre/ Getty Images
O conflito, iniciado em 24 de fevereiro, já impacta economicamente o mundo inteiro. Na Europa Ocidental, por exemplo, países temem a interrupção do fornecimento de gás natural, que é fundamental para vários deles
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O conflito, iniciado em 24 de fevereiro, já impacta economicamente o mundo inteiro. Na Europa Ocidental, por exemplo, países temem a interrupção do fornecimento de gás natural, que é fundamental para vários deles

Vostok/ Getty Images
Embora o Brasil não tenha laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo
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Embora o Brasil não tenha laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo

Vinícius Schmidt/Metrópoles