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Conhecido por ser um dos elementos mais comuns em sanduíches norte-americanos, o picles tem ganhado cada vez mais destaque na gastronomia. O ingrediente queridinho do segmento fast-food é tradicionalmente uma conserva, ou seja, uma maneira de preservar os alimentos com especiarias e/ou ervas.

A nutricionista Juliana Braga, autora do blog @comerrezando, explica que a prática consiste em acidificar uma solução com vinagre e submeter o pote à um tratamento de fervura para gerar vácuo interno e retirar o oxigênio da mistura com legumes.

“Tampe bem o recipiente e coloque uma etiqueta com o conteúdo e a data. Guarde em um local frio, livre de correntes de ar. Aguarde ao menos duas semanas antes de servir e, após aberto, guarde na geladeira por até dez semanas”, ensina. “Vale investir em picles além do tradicional de pepino, como rabanete, abobrinha, batata, cebolinha, couve-flor, berinjela, cenoura, beterraba, abóbora e até opções misturadas”.

O picles tem seu valor na história. Os primeiros registros datam da antiga Mesopotâmia. Quem era fã da conserva? Gente como Aristóteles, Cleópatra e Napoleão. Na atualidade, o ingrediente tem chamado atenção em cardápios badalados ao redor do mundo.

“Hoje a gastronomia tem usado as conservas de maneiras inusitadas. Vários chefs têm apostado em picles diferenciados para agregar contraste de texturas e sabor aos pratos. O contraponto de ácido a um elemento salgado ou algo crocante é uma das novidades que a gente vem visto por aí”, diz Juliana.

Outro movimento relacionado ao picles que vale mencionar é a valorização do vinagre. “Assim como os azeites alcançaram um status mais gourmetizado, as pessoas estão conhecendo cada vez mais opções de vinagres de qualidade. Desde produtos feitos com vinho branco, frutas até arroz”, pontua a profissional. “E o melhor: nutricionalmente, a conserva não tem tantas calorias. É preciso apenas ter cuidado para não carregar no sal”, completa.



 

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