Carne de mentira e drinques sem álcool são as tendências de 2020

Estudo realizado pela Baum + Whiteman apontou que as "carnes" veganas, os drinques não alcoólicos e cozinhas-fantasma vão bombar no novo ano

atualizado 01/01/2020 17:35

Divulgação/ Lanchonete da Cidade

As tendências gastronômicas para 2020 têm algo em comum: não são o que parecem. De acordo com relatório publicado pela consultoria gastronômica Baum + Whiteman, o ano novo vai trazer algumas modas que podem enganar o olhar e, em alguns casos, o paladar.

O relatório fala, inicialmente, nas “carnes” vegetais, ou seja, proteínas produzidas pela indústria contendo apenas ingredientes de origem vegetal, como é o caso do Futuro Burger. “Os consumidores americanos estão em uma busca por comida falsa porque foram convencidos de que alimentos de verdade não são nem sustentáveis, nem politicamente corretos… mesmo os feitos pela própria Mãe Natureza. Estão procurando, avidamente, as manufaturas de alimentos. Você vai ver isso principalmente em supermercados e em lojas especializadas de comida, e nem tanto em restaurantes, exceto pelos hambúrgueres vegetais”, descreve o documento.

Divulgação
O Futuro Burger é um hambúrguer de “carne” vegetal lançado em 2019

Segundo a empresa, a moda não vai falar somente sobre carne, mas diversos outros preparos, como queijo, leite, manteiga e ovos. A febre está chegando rapidamente às franquias de fast food americanas: o relatório citou lanches criados pelo Burger King, Carl’s Jr, Denny’s, McDonald’s, Wendy’s e KFC. O relatório ainda prevê híbridos, como salsichas que misturam carne moída com vegetais, voltadas para o público que se preocupa com o meio ambiente, mas não abre mão da proteína animal.

Drinques de mentirinha

A Baum + Whiteman prevê também que os millenials vão ditar mais uma regra e tem a ver com a coquetelaria. Na onda de reduzir o consumo de bebida, a turma vem preferindo coquetéis não alcoólicos. Nos EUA, já é comum encontrar garrafas e latas que imitam os sabores de rum, uísque e vinho. A empresa, no entanto, não vê muito futuro na tendência: segundo o texto, essa moda pode durar tanto quanto a de vodca com suco de limão engarrafado.

“Os millenials e as gerações mais jovens estão reduzindo o consumo de álcool por motivos de saúde, mas ao mesmo tempo não querem ser estraga-prazeres. O consumo de álcool está em declínio, talvez porque os consumidores estão migrando para os prazeres ilusórios do CBD. É por isso que empresas de cerveja estão investindo em companhias de maconha”, explica o estudo.

Cozinhas não tradicionais

Por fim, o estudo introduz a nova geração de cozinhas profissionais: a cozinha fantasma. O serviço consiste num modelo de negócios em que restaurantes alugam o espaço de trabalho para empresas que têm interesse em operar em horários não convencionais, como as madrugadas.

O perigo, segundo o relatório, é no encontro entre esse tipo de operação com o delivery. “Em vez de alugar espaços de restaurantes, os donos das cozinhas fantasma e as empresas de delivery podem se unir e tornar-se a maior competição de seus locadores”, adiantam.

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