Uma das artilheiras do Mundial Feminino, americana Morgan critica CBF

Para a atacante, a Seleção Brasileira tem um potencial enorme e poderia "facilmente chegar à final" se tivesse mais apoio da entidade

atualizado 10/07/2019 16:10

Getty Images

Umas das artilheiras dos Estados Unidos na caminhada para o quarto título da Copa do Mundo, Alex Morgan mencionou a falta de apoio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ao futebol feminino, em entrevista à ESPN nessa terça-feira (09/07/2019). Ela e a capitã norte-americana, Megan Rapinoe, responderam às perguntas do jornalista Jeremy Schaap e comentaram ainda sobre a polêmica com o presidente Donald Trump.

Segundo o jornal americano The Washington Post, três meses antes do início da Copa, algumas jogadoras norte-americanas processaram a Federação de Futebol do país por discriminação de gênero. Desde então, ganharam amparo da entidade e o resultado na competição não poderia ter sido melhor.

“Eles [da Federação] fizeram um trabalho incrível nos apoiando. Esta Copa do Mundo só mostra, na verdade, quais federações apoiam suas equipes e quem realmente chegou mais longe. Você olha para a Inglaterra, a França, a nossa equipe, e compara com o Brasil, que tem muito potencial e poderia facilmente ter chegado à final, dada a sua qualidade, mas não tem o apoio”, comparou Alex.

A capitã Rapinoe continua sendo uma das mais reverentes na luta pela igualdade, não só no futebol feminino mas também nos Estados Unidos. Após a final no último domingo (07/07/2019), ela convidou o presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, para abordar a questão da diferença de remuneração para homens e mulheres no esporte.

“Sempre temos de estar abertos para o progresso e às vezes algumas pessoas demoram um pouco mais para chegar lá. Mas acho que os olhos dele [Infantino] estão abertos e vou continuar tentando abri-los sempre”, reafirmou Rapinoe.

Sobre o encontro com o presidente norte-americano na Casa Branca, Rapinoe disse que não aceitaria o convite para não destruir o ideal que ela e suas companheiras construíram durante a Copa e mandou um recado ao governante.

“Sua mensagem exclui as pessoas. Você está me excluindo. Você está excluindo as pessoas que parecem comigo. Você está excluindo as pessoas de cor. Você está excluindo americanos que talvez o apoiem.”

Apesar de se recusar a encontrar Trump, Megan diz estar disposta a se reunir com representantes do governo que queiram ter uma conversa “real e substantiva” e que confiem no que as jogadoras acreditam. Entre essas pessoas, ela menciona a presidente da Câmara, Nancy Pelosi.

Nesta quarta-feira (10/07/2019), ocorreu um desfile na cidade de Nova York para receber a seleção campeã do mundo.

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