Palmeiras perde pênalti e empata com o Atlético-MG em casa

O Palmeiras esteve mais perto da vitória, mas perdeu um pênalti com Willian e ficou no 0 x 0

atualizado

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Felipe Rau/Estadão
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1 de 1 palmeiras - Foto: Felipe Rau/Estadão

Depois de afirmar que o time titular do Palmeiras de 2017 era pior que o do ano passado e de sofrer duas derrotas no Campeonato Brasileiro, Cuca decidiu mudar o time titular. A principal alteração foi a saída de Felipe Melo para a entrada da Thiago Santos. Contratado no início do ano para deixar o time mais cascudo para a Libertadores, o volante compromete o dinamismo do meio-campo. O treinador também barrou Zé Roberto (o escolhido foi Egídio) e ainda testou Keno no lugar de Borja no ataque. Dudu e Jean foram desfalques por problemas físicos.

Com essa nova formação, o Palmeiras trocou, a grosso modo, a técnica pela velocidade e pela vibração. Aceso e combativo, o alviverde conseguiu fazer uma marcação pegajosa e impediu os mineiros de colocar a bola no chão. Individualmente, a mudança mais positiva foi a entrada de Keno. Além de criar uma opção interessante de velocidade pelo lado esquerdo, o jogador de 27 anos mostrou porque foi o melhor driblador do Campeonato Paulista mesmo sendo reserva. Com habilidade, ele desmontou o eficiente esquema defensivo dos mineiros e finalizava com perigo. A jogada mais importante aconteceu logo aos 16, quando Keno finalizou no travessão depois de uma jogada bem tramada, com a bola de pé em pé.

Sempre melhor, o Palmeiras teve sua grande chance no final do primeiro tempo. O árbitro Marcelo de Lima Henrique marcou pênalti, indicando empurrão de Fred no zagueiro Edu Dracena. Na cobrança, Willian bateu e o goleiro Victor defendeu. Foi o segundo pênalti que Victor defendeu de Willian. O primeiro havia sido em 2015, no clássico mineiro, quando o palmeirense atuava pelo Cruzeiro.

O jogo teve um destaque negativo. Times com elencos tão valiosos e com tantos recursos técnicos não podem dar tantos chutões. Os dois abusaram da ligação direta e “pulavam” o meio para chegar ao ataque. Ao menor de sinal de pressão, os zagueiros esticavam o chute longo. Os dois times Palmeiras e Atlético-MG estão errando passes em momentos importantes para o prosseguimento das jogadas. Isso faz a bola não chegar tanto quanto deveria aos ataques, apesar de boas chances criadas de ambos o lados.

No início do segundo tempo, o Palmeiras voltou ainda mais vibrante. Keno, o melhor jogador da partida, pedalou e cruzou, mas a zaga tirou a finalização de Borja. O Atlético tentou voltar ao jogo trocando seu ataque (Robinho e Fred), que foi inoperante em toda a partida. Entraram Valdívia, que fez sua estreia, e Rafael Moura. O time mineiro conseguiu ficar mais com a bola e teve seu melhor momento no jogo. Aos 42, Maicosuel, substituto de Otero, quase marcou.

O Palmeiras também perdeu parte de seu ímpeto quando teve de substituir Keno, exausto, por Michel Bastos. A velocidade deu lugar ao toque cadenciado, mas o time deixou de ser contundente e foi vaiado no final da partida.

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