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Presidente da Fifa condena declarações racistas contra Mbappé

Mbappé foi alvo de ataques da senadora paraguaia Celeste Amarilla após a vitória da França sobre o Paraguai

07/07/2026 01:47, atualizado 07/07/2026 01:48
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Marcel Bonte/Soccrates/Getty Images
Foto colorida de Mbappé - Metrópoles

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, condenou as ofensas racistas recebidas pelo atacante francês Kylian Mbappé na noite desta segunda-feira (6/7).  O atleta foi alvo de ataques da senadora paraguaia Celeste Amarilla após a vitória da França sobre o Paraguai pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026.

“Condeno inequivocamente os comentários racistas dirigidos a Kylian Mbappé pela senadora paraguaia Celeste Amarilla. Todo o mundo do futebol e a sociedade se solidarizam com o capitão da França, precisamos combater o racismo e derrotá-lo juntos”, escreveu nas redes sociais.

Ele também pediu que o esporte seja inclusivo e seguro para todos. “O futebol demonstrou, durante esta Copa do Mundo, como é uma força poderosa de união na sociedade. Nosso esporte deve continuar sendo um espaço inclusivo e seguro para todos, e nossos esforços prosseguem para banir o flagelo do racismo do nosso belo esporte e da sociedade”, destacou.

Declaração presidente da Fifa

Ofensas racistas contra Mbappé

Pelas redes sociais, a senadora Celeste Amarilla fez diversos ataques racistas ao número 10 da França. “Esse bruto nem aprendeu a escrever. Em vez de leite materno, mamou em cocos, e os seres mais instruídos que ouviu foram chimpanzés”, afirmou a parlamentar em uma das postagens.

Em outra mensagem, Amarilla direcionou as ofensas à origem de Mbappé. O atacante nasceu em Paris, mas é filho de pai camaronês e mãe argelina. “Um camaronês colonizado, fingindo ser francês, ressentido, novo-rico, arrogante e feio”, disse a senadora.

Mbappé respondeu às ofensas. Pelas redes sociais, ele lamentou que a senadora esteja manchando a imagem do Paraguai e disse que ela “indigna do cargo” que ocupa.

“Madame Celeste Amarilla, você é uma mulher desprezível e indigna de sua função. Você não representa o Paraguai, esse país que transpirou paixão e honra ao longo de toda a competição”,  afirmou.