
Com geração de ouro, Marrocos enfrenta o Brasil e já olha para 2030
Um dos países sede da Copa do Mundo de 2030, Marrocos está investindo pesado no setor hoteleiro, infraestrutura e na formação de jogadores

Adversário da Seleção Brasileira na primeira rodada da Copa do Mundo de 2026, Marrocos chega para o sétimo mundial embalado por uma geração de ouro e pela expectativa de repetir a campanha do Catar, quando chegou até a semifinal.
Um dos países-sede da Copa do Mundo de 2030, Marrocos está investindo pesado no setor hoteleiro, infraestrutura e na formação de jogadores.
Desde 1970, quando Marrocos foi o único representante africano no Mundial do México, o país passou a frequentar o campeonato com maior regularidade. No Catar, em 2022, fez a melhor campanha, quando ficou em quarto lugar.
A chegada dos marroquinos na fase final da Copa do Mundo não foi por acaso. Em entrevista ao Metrópoles, o embaixador do Marrocos no Brasil, Nabil Adghoghi, esclareceu que o país está se estruturando em todos os aspectos para protagonizar uma boa Copa do Mundo.
Formação
No âmbito de infraestrutura e turismo, o embaixador destaca que Marrocos espera colher os frutos após o Mundial de 2030, com estádios reformados, linhas de trem ampliadas e maior fluxo de turistas para o país. No âmbito futebolístico, os marroquinos já estão saboreando os diversos talentos que estão surgindo no território.
Em 2009, Marrocos inaugurou a Academia de Futebol Mohammed VI. O centro está formando jogadores no próprio território e ajudando o país na construção de uma identidade marroquina no futebol.
Além disso, o país está construindo o Estádio Hassan ll. O projeto é que o local seja a maior arena do mundo, com capacidade para 115 mil espectadores.
Para além do quarto lugar no Catar, Marrocos fez história na Copa do Mundo sub-20 ao bater a Argentina na final e se consagrar campeão da categoria pela primeira vez.
“Sobretudo um investimento pesado na formação dos jovens, com a Academia de Futebol Mohammed VI, que entre aspas, fabrica jovens talentos. Esses jovens atuam tanto no Marrocos e no futebol Europeu (…) Os jogadores de futebol marroquino jogam no mais alto nível. Jogam no Real Madrid, PSG. A gente perdeu Lamine Yamal, que é marroquino, mas ele optou parar para jogar com a Espanha. Marrocos está produzindo cada vez mais jogadores”, disse Nabil Adghoghi.
Em sétimo lugar no ranking da Fifa, Marrocos está uma posição atrás do Brasil. Com atletas jogando nos principais clubes da Europa, como Brahim Diaz (Real Madrid) e Achraf Hakimi (PSG), os Leões do Atlas sonham grande para a Copa de 2026 e esperam a realidade para 2030.
“Muito entusiasmo no Marrocos, porque o público acredita que o Marrocos será capaz de reeditar o que ele fez na Copa do Mundo do Catar, mas isso é futebol. De qualquer maneira, o time é bom. Tem um técnico marroquino que é muito bom”, analisa Adghoghi.
















