YouTube: vídeo de retrospectiva deixa internautas revoltados

A plataforma lançou uma versão diferenciada do vídeo anual, reconhecendo recordes de seus criadores

Reprodução do YouTube

atualizado 06/12/2019 9:39

Nesta quinta-feira (05/12/2019), o YouTube solidificou seu distanciamento dos criadores de conteúdo da plataforma. Na edição de 2019 do anual YouTube Rewind, a plataforma resolveu escolher dados acima das conexões entre criadores de conteúdo e seus fãs.

Em uma resposta ao recorde de “dislikes” que a retrospectiva de 2018 quebrou, a plataforma acabou criando um vídeo “tão sem sal que você não conseguirá formar uma opinião sobre ele, o que cria indiferença, o que significa que não pode ser odiado”, como definiu um usuário do Twitter.

Quem assistiu já sabe: a falta de esforço do YouTube – em comparação com produções passadas – é gritante.

O Rewind 2019 está sendo descrito nas redes sociais como apenas um vídeo de Top 10, diferente dos vídeos com narrativas e homenagens do passado. Uma defesa do YouTube após as críticas de 2018 foi de que não haveria como incluir todos os criadores importantes do mundo. Em 2019, houve bastante inclusão sem parecer algo forçado. No entanto, a plataforma que foi formada visando a interação entre plataforma, usuário e criador perdeu qualquer tipo de personalidade no processo.

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Houve homenagens a alguns dos maiores criadores de 2019, os vídeos mais curtidos e até mesmo houve uma diferenciação entre a comunidade do YouTube e a mídia mainstream. Além disso, a plataforma finalmente reconheceu a existência de Felix Kjellberg, o Pewdiepie, porém de maneira extremamente afastada. Além disso, o vídeo não mencionou Etika, o youtuber que cometeu suicídio este ano. Além do mais, muitas pessoas criticaram a plataforma por não fazer uma retrospectiva da década.

A graça dos primeirosYouTube Rewinds” era que o YouTube era a única companhia que era capaz de juntar todos os criadores de conteúdo favoritos dos usuários para uma celebração de eventos importantes daquele ano. Este vídeo de 5 minutos parece uma resposta que, apesar de mostrar de fato os vídeos favoritos do público, não reconhece os maiores eventos dentro da comunidade do YouTube, como as alegações de abuso sexual por parte de James Charles, nem mortes de pessoas importantes como Luke Perry, Toni Morrison e até Jeffrey Epstein.

Além de Whindersson Nunes e Nilson Izaias Papinho, outros brasileiros inclusos nas listas foram Felipe Neto, como o segundo canal mais assistido do YouTube (2,8 bilhões de visualizações) e o grupo LOUD, que ganhou o maior número de inscritos em pouco tempo ao longo do ano (3,4 milhões); em especial Babi (1,7 milhões), que ficou em nono lugar, e Coringa (1,8 milhões), em oitavo lugar.

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Confira um vídeo feito por um usuário que está sendo usado como referência:

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