
Romário vai recorrer após Justiça bloquear ganhos com a CazéTV na Copa
Equipe de Romário (PL-RJ) afirmou que advogados vão recorrer da decisão. Senador disse que abriu mão do salário como parlamentar no período

A equipe jurídica do ex-jogador Romário irá apresentar um recurso à Justiça do Rio de Janeiro após a decisão que determinou a penhora dos valores que o senador pelo PL-RJ e tetracampeão brasileiro receberia da CazéTV após participar das coberturas da Copa do Mundo 2026 do canal.
A informação foi confirmada nesta terça-feira (8/7) pela assessoria de Romário, que afirmou que ele não irá se pronunciar sobre o caso no momento. A decisão foi revelada pela colunista Manoela Alcântara, do Metrópoles.
Vale lembrar que o senador havia declarado em plenário que abriria mão do salário de parlamentar, de cerca de R$ 46,4 mil por mês, durante o período em que acompanhou a Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos. Segundo Romário, ele irá devolver os valores eventualmente pagos aos cofres públicos.
“Voluntariamente abri mão do meu salário por todo o período que estarei acompanhando a Copa. Não receberei salário desde o primeiro dia da Copa e o que for pago será devolvido aos cofres públicos. Que isso fique bem claro”, declarou Romário.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAntes do Mundial nos Estados Unidos, o senador trabalhou em 2026 por cerca de dois meses antes de embarcar para a cobertura do torneio. Entre dezembro de 2025 e abril de 2026, ele ficou afastado do cargo por 120 dias. Na ocasião, alegou compromissos no Rio de Janeiro e permitiu que o suplente Bruno Bonetti (PL-RJ) assumisse a vaga temporariamente.
Em nota, a assessoria do parlamentar explicou que a decisão foi previamente comunicada e aprovada pelo Senado e que, se convocado, Romário exerceria as funções como parlamentar de forma virtual.
“As votações serão de forma remota, quando e se houver sessão convocada. Não há afastamento do mandato nem interrupção das atividades legislativas. O senador continuará acompanhando as pautas do Congresso Nacional, exercendo suas funções parlamentares em defesa da população do Estado do Rio de Janeiro.”
Romário tem pagamento da CazéTV bloqueado por dívida
Segundo a decisão à qual o Metrópoles teve acesso, Romário deve cerca de R$ 32,4 milhões decorrentes de uma ação de cumprimento de contrato movida pela Koncretize Projetos e Obras Ltda. contra o ex-jogador e a empresa dele.
O processo, que corre sob segredo de Justiça, está em fase de cumprimento de sentença. Em decisões anteriores, o tribunal fluminense já determinou a penhora de um imóvel, uma lancha e um carro de luxo do senador, além de restrições via Renajud sobre outros dois veículos importados.
Segundo os autos, Romário contratou a Koncretize para administrar o estacionamento de um bar do qual ele era sócio, que utilizava elevadores de veículos. Quando o estabelecimento fechou, em 2011, deu-se início a um imbróglio para decidir quem deveria fazer a retirada dos elevadores após a rescisão do contrato.
À época, Romário assinou um termo de confissão de dívida para encerrar a discussão, em valor próximo de R$ 1,5 milhão, mas, segundo a empresa, esse compromisso não foi cumprido. Devido a encargos, juros, correção monetária e demais verbas, o valor cresceu até chegar aos R$ 32,4 milhões cobrados atualmente no processo.
CazéTV deverá apresentar contrato de Romário à Justiça
A Justiça do Rio também determinou que a CazéTV apresente a íntegra dos contratos firmados com Romário, além de propostas, notas fiscais, recibos, comprovantes de pagamento e outros documentos relacionados à contratação do ex-jogador.
“Caso o contrato para participação do executado Romário tenha sido firmado com outra empresa do grupo empresarial do qual faz parte a CazéTV, coligada, parceira comercial, produtora, agência, plataforma, patrocinador ou qualquer outra pessoa jurídica integrante da cadeia econômica da referida cobertura da Copa 2026, que esta informe com qual empresa, com a completa qualificação da contratante ou pagadora”, cita a 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca.
A CazéTV ainda não se pronunciou sobre a decisão. O espaço segue em aberto.
















