Record é acusada de demitir autores que não se tornaram evangélicos
A autora Paula Richard entrou na Justiça contra a Record depois de ter sido demitida por se recusar a se converter à religião evangélica

A autora Paula Richard resolveu processar a Record após ter sido demitida da emissora por intolerância religiosa. De acordo com o Notícias da TV, a empresa de Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, teria dispensado diversos autores que se recusaram a se tornar evangélicos, como Emílio Boechat, Camillo Pelegrini e Cristiane Fridman.
Na ação contra a Record, Paula pede indenização de cerca de R$ 5,6 milhões por preconceito religioso. Ela alega que sempre respeitou todas as crenças, inclusive as dos ex-chefes, mas que não teve o mesmo retorno deles, principalmente da filha de Macedo, Cristiane Cardoso, que é diretora de dramaturgia do canal.

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Ver todas“A relação de trabalho da autora com membros da Igreja, seja na produção ou com as colaboradoras que foram inseridas na sua equipe, sempre foi amena; entretanto, ao que tudo indica, a já mencionada Sra. Cristiane Cardoso estava determinada a ter apenas membros da Igreja Universal escrevendo na Record TV — o que constitui, a toda evidência, inaceitável discriminação de cariz religioso”, diz um trecho do processo.
O texto alega ainda que “todos os roteiristas profissionais que trabalhavam na Record e não são membros da Igreja Universal foram demitidos. Hoje, somente a Sra. Cristiane Cardoso e membros da referida Igreja escrevem e atuam como roteiristas” da emissora.
A defesa da autora de Jesus (2018 a 2019), Lia (2018) e O Rico e Lázaro (2017) também reforçou que os atuais autores fazem parte da Igreja Universal e que essa é uma tentativa de Cristiane formar “sua nação cristã” dentro da empresa do pai.
Em nota divulgada à imprensa, a Record TV declara que “não tem religião” e que vai tomar “todas as providências judiciais necessárias com relação à acusação sofrida”. Leia a íntegra:
“A Record TV vem a público declarar que é contra qualquer tipo de intolerância, inclusive a religiosa. Portanto, o Grupo Record anuncia que tomará todas as providências judiciais necessárias com relação à acusação sofrida hoje.”








