MTST protesta na sede do SBT após fala de Ratinho sobre Erika Hilton
Na noite da última quarta-feira (11/3), Ratinho causou polêmica após fazer declarações transfóbicas sobre a deputada Erika Hilton
atualizado
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Membros do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e outros movimentos a favor das causas da população trans se reuniram em frente à sede do SBT nesta sexta-feira (13/3) em um protesto contra a atitude da emissora de defender Ratinho após as declarações transfóbicas do apresentador contra a deputada federal Erika Hilton (PSol-SP).
“Não é Sistema Brasileiro de Televisão, é Sistema Brasileiro Transfóbico”, entoaram os manifestantes. Veja:
URGENTE! Multidão se aglomera na frente SBT, e dispara contra a emissora:
“Não é Sistema Brasileiro de Televisão, é Sistema Brasileiro TRANSFOBICO”
A manifestação é após declaração de Ratinho à Deputada Érika Hilton. #SBT pic.twitter.com/lTl3t9oGc5
— Brenno (@brenno__moura) March 13, 2026
Horas antes, em nota enviada ao Metrópoles nesta sexta (13/3), o SBT afirmou que Ratinho segue contratado no time de apresentadores da emissora e destacou a importância do comunicador para o canal.
“Ratinho é um dos principais apresentadores e parceiros do SBT. O assunto foi tratado internamente com todos os envolvidos no episódio e já solucionado.”
Entenda a polêmica
Após a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) ser eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, Ratinho e o SBT foram alvos de críticas por causa d reação do apresentador, durante a transmissão ao vivo no programa na grade da emissora na última quarta-feira (11/3).
“Ela não é mulher, ela é trans”, disparou Ratinho. “Eu não achei muito justo, não. Tem tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”, acrescentou.
Após as declarações, Erika Hilton protocolou no dia seguinte, quinta-feira (12/3), um pedido de investigação contra o apresentador. A deputada pede a abertura de um inquérito policial e a prisão de Ratinho, que, se condenado, pode cumprir até 6 anos de pena.














