
Fábia OliveiraColunas

Ratinho diz que “defende população trans” após treta com Erika Hilton
O apresentador Ratinho voltou às redes sociais e negou que tenha sido preconceituoso ao falar sobre a deputada Erika Hilton
atualizado
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O apresentador Ratinho se manifestou nesta sexta-feira (13/3) após a polêmica envolvendo a deputada Erika Hilton (PSol-SP). Em um vídeo nas redes sociais, o contratado do SBT rebateu as acusações de transfobia e disse que não cometeu preconceito, e sim, jornalismo: “Não vou ficar em silêncio”, sacramentou.
Veja:
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“Não é preconceito”
Na última quarta-feira (11/3), durante seu programa no SBT, Ratinho foi acusado de fazer comentários transfóbicos ao criticar a escolha da parlamentar para presidir a Comissão da Mulher da Câmara. Na ocasião, ele afirmou que “Para ser mulher tem que ter útero” e “menstruar”.
Hoje, o apresentador publicou um vídeo curto no seu perfil do Instagram e disse que defende a população trans, que tem o direito de “questionar” quem governa. “Defendo a população trans. Mas defendo também o direito de questionar quem governa. Crítica política não é preconceito. É jornalismo. E não vou ficar em silêncio”, afirmou Ratinho.
Nota
Nesta quinta (12/3), em um comunicado à imprensa, o SBT afirmou que repudia a declaração do apresentador e que ela não representa a opinião da emissora. “O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa”, começou o texto.
“As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores”, completou a nota.
Transfobia
Ratinho foi acusado de transfobia após críticas contra Érika Hilton na noite desta quarta (11/3). “Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”, começou ele.
Em seguida, ele afirmou: “Eu não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres, mulher mesmo… Mulher para ser mulher tem que ser mulher, gente. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”, pontuou.
Ele encerrou, porém, dizendo que não tem “nada contra” Érika Hilton: “Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher. Mas quero dizer que não tenho nada contra a deputada, o deputado… A deputada Erika Hilton. Elas não me fez nada, ela só fala bem, mas não tenho nada contra ela. Ela é boa de prosa”, concluiu.











