Fotos: veja como estão sobreviventes do Césio-137 em Goiânia hoje

Tragédia que assolou Goiânia (GO) no final da década de 1980 mais uma vez ganhou repercussão nacional com a série Emergência Radioativa

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Luiza Odete mostra cicatrizes deixadas pelo contato com Césio-137 - Metrópoles
1 de 1 Luiza Odete mostra cicatrizes deixadas pelo contato com Césio-137 - Metrópoles - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

Enquanto milhares de brasileiros relembraram o emblemático caso do césio-137 após a estreia de Emergência Radiotiva, da Netflix, os sobreviventes da tragédia que assolou Goiânia (GO) convivem diariamente com as perdas e sequelas do incidente.

Hoje, quase quatro décadas depois, mais de mil goianos são atendidos pelo Centro Estadual de Assistência aos Radioacidentados (CARA). Entre eles, estão desde as 249 vítimas comprovadas de contaminação até descendentes daqueles que foram indiretamente atingidas pelo episódio.

Quatro sobreviventes da tragédia radiológica, porém, estão entre os personagens mais emblemáticos da crise de saúde pública. Saiba a seguir quem são eles:
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Lourdes das Neves com a foto da filha, Leide das Neves Ferreira. A criança foi contaminada após brincar com o material radioativo retirado de um aparelho de radioterapia
Lourdes das Neves segura o retrato da filha, Leide das Neves Ferreira, que se tornou símbolo do acidente radiológico de Goiânia com Césio-137
"Não quero luxo. Só quero um final de vida digno", diz Lourdes das Neves Ferreira, mãe da Leide das Neves
Lourdes mantém na parte de casa uma foto dela com uma imagem da filha Leide das Neves
Lourdes das Neves Ferreira, hoje com 74 anos
Roberto Santos e Wagner Mota Pereira foram os catadores que encontaram máquina com Césio
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Roberto Santos e Wagner Mota Pereira foram os catadores que encontaram máquina com Césio

Netflix/Reprodução/ Rumos Itaú Cultural/Demian Duarte
Lourdes das Neves com a foto da filha, Leide das Neves Ferreira. A criança foi contaminada após brincar com o material radioativo retirado de um aparelho de radioterapia
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Lourdes das Neves com a foto da filha, Leide das Neves Ferreira. A criança foi contaminada após brincar com o material radioativo retirado de um aparelho de radioterapia

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Lourdes das Neves segura o retrato da filha, Leide das Neves Ferreira, que se tornou símbolo do acidente radiológico de Goiânia com Césio-137
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Lourdes das Neves segura o retrato da filha, Leide das Neves Ferreira, que se tornou símbolo do acidente radiológico de Goiânia com Césio-137

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"Não quero luxo. Só quero um final de vida digno", diz Lourdes das Neves Ferreira, mãe da Leide das Neves
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"Não quero luxo. Só quero um final de vida digno", diz Lourdes das Neves Ferreira, mãe da Leide das Neves

Galtiery Rodrigues
Lourdes mantém na parte de casa uma foto dela com uma imagem da filha Leide das Neves
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Lourdes mantém na parte de casa uma foto dela com uma imagem da filha Leide das Neves

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Lourdes das Neves Ferreira, hoje com 74 anos
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Lourdes das Neves Ferreira, hoje com 74 anos

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Lourdes das Neves Ferreira, hoje com 74 anos
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Lourdes das Neves Ferreira, hoje com 74 anos

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Lourdes das Neves Ferreira
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Lourdes das Neves Ferreira

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Donizeth Rodrigues mostra receita médica preenchida frente e verso, com dez medicamentos prescritos após o acidente radiológico com Césio-137, em Goiânia, em 1987
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Donizeth Rodrigues mostra receita médica preenchida frente e verso, com dez medicamentos prescritos após o acidente radiológico com Césio-137, em Goiânia, em 1987

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Donizeth Rodrigues em frente ao terreno onde funcionava o ferro-velho que se tornou palco do acidente radiológico com Césio-137, em Goiânia, em 1987
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Donizeth Rodrigues em frente ao terreno onde funcionava o ferro-velho que se tornou palco do acidente radiológico com Césio-137, em Goiânia, em 1987

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Donizeth Rodrigues de Oliveira, hoje com 61 anos
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Donizeth Rodrigues de Oliveira, hoje com 61 anos

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Geraldo ajudou a levar a cápsula do material radioativo à Vigilância Sanitária
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Geraldo ajudou a levar a cápsula do material radioativo à Vigilância Sanitária

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Cicatrizes nas mãos de Geraldo foram resultado do contato direto com o Césio-137
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Cicatrizes nas mãos de Geraldo foram resultado do contato direto com o Césio-137

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Geraldo Guilherme da Silva Pontes apresenta cicatrizes provocadas pela exposição ao Césio-137
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Geraldo Guilherme da Silva Pontes apresenta cicatrizes provocadas pela exposição ao Césio-137

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Geraldo Guilherme da Silva Pontes mostra cicatriz no ombro, consequência de ter carregado a sacola com a cápsula de Césio-137 até a Vigilância Sanitária
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Geraldo Guilherme da Silva Pontes mostra cicatriz no ombro, consequência de ter carregado a sacola com a cápsula de Césio-137 até a Vigilância Sanitária

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Luiza Odete era tia de Leide das Neves
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Luiza Odete era tia de Leide das Neves

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Luiza Odete mostra cicatrizes deixadas pelo contato com Césio-137
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Luiza Odete mostra cicatrizes deixadas pelo contato com Césio-137

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Luiza Odete mostra cicatrizes deixadas pelo contato com Césio-137
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Luiza Odete mostra cicatrizes deixadas pelo contato com Césio-137

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Luiza Odete, hoje com 66 anos
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Luiza Odete, hoje com 66 anos

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Roberto Santos Alves

Roberto Santos Alves era um dos funcionários do ferro-velho que ajudou a carregar a cápsula onde estava armazenado o césio-137, junto com Wagner Pereira.

Devido ao contato direto com o material radioativo, o braço direito de Roberto gangrenou. Cerca de um mês depois do incidente, ele precisou ser submetido a uma cirurgia para amputar o antebraço.

Roberto dos Santos Alves, catador que encontrou cápsula do césio-137, precisou amputar braço
Roberto dos Santos Alves, catador que encontrou cápsula do césio-137, precisou amputar braço

Odesson Ferreira

Irmão de Devair, dono do ferro-velho onde o material radioativo foi encontrado, Odesson Ferreira tinha 32 anos quando foi contaminado pelo aparelho de radioterapia descartado de forma irregular.

Após o incidente, ele trabalhou por oito dias como motorista de ônibus, transportando cerca de mil pessoas por dia, até ser hospitalizado devido à contaminação.

Hoje, Odesson atua como ativista pelos direitos das vítimas e sobreviventes. Devido ao manuseio do material, ele perdeu a palma da mão, que precisou ser reconstruída, e teve parte do dedo indicador amputada.

Odesson Alves Ferreira -Metrópoles
Odesson Alves Ferreira

Lourdes das Neves

Lourdes das Neves é mãe de Leide, a criança de seis anos que se tornou o rosto mais emblemático da tragédia. Além da perda da filha, ela viu sua casa ser destruída — contaminado pela radiação, o imóvel foi inteiramente descartado como lixo radioativo.

Após o acidente, a dona de casa se dedicou a cuidar do marido, Ivo Ferreira, que desenvolveu uma depressão profunda após a morte da filha. Ele morreu 15 anos depois, vítima de um enfisema pulmonar.

Hoje com 74 anos, Lourdes vive em uma casa doada pelo governo de Goiás, em Aparecida de Goiânia. 

 

Lourdes das Neves no terreno onde funcionava o ferro-velho de Devair Alves Ferreira, palco do acidente radiológico com Césio-137, em Goiânia

 

Luiza Odete

Tia de Leide, Luiza Odete teve contato direto com o material após ser chamada pela sobrinha para ver a “pedrinha iluminante”. Durante as brincadeiras da família, Ivo, pai da criança, acabou usando um pedaço de papel para esfregar o material radioativo em seu pescoço.

Hoje, aos 66 anos, Luiza carrega as sequelas da contaminação nas cicatrizes permanentes que carrega no pescoço, nos membros e no restante do corpo.

Luiza Odete mostra cicatrizes deixadas pelo contato com Césio-137 - Metrópoles
Luiza Odete mostra cicatrizes deixadas pelo contato com Césio-137

Geraldo da Silva Pontes

Em 1987, Geraldo Pontes era um dos funcionários do ferro-velho onde o césio-137 foi encontrado. Foi ele quem ajudou Maria Gabriela, esposa de Devair, a levar o material radioativo à Vigilância Sanitária.

Geraldo carregou a cápsula sob o ombro esquerdo por dois quarteirões. O ato de bravura deixou cicatrizes no corpo do sobrevivente, hoje com 72 anos.

Geraldo Guilherme da Silva Pontes exibe marcas no ombro e nas mãos deixadas pelo contato com o Césio-137, após ajudar a levar a cápsula do material radioativo à Vigilância Sanitária. - Metrópoles
Geraldo ajudou a levar a cápsula do material radioativo à Vigilância Sanitária

Emergência Radioativa e o episódio Césio-137

Produzida pela Netflix e lançada no dia 18 de março, Emergência Radioativa parte das histórias reais das vítimas, sobreviventes e desdobramentos do caso como base para a construção da trama ficcional.

O protagonista Márcio, por exemplo, interpretado por Johnny Massaro, representa diferentes cientistas que atuaram diretamente no combate à contaminação. Como, por exemplo, o físico Walter Mendes Ferreira, um dos primeiros a identificar a radiação.

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A série Emergência Radioativa retrata o acidênte radiológico que aconteceu em Goiânia em 1987
Johnny Massaro em Emergência Radioativa
Emergência Radioativa estreou nesta sexta (13/3)
Clarissa Kiste e Paulo Gorgulho também estão no elenco de Emergência Radioativa
Antonio Saboia e Luiz Bertazzo interpretam dois médicos que ajudaram no tratamento das vítimas
Johnny Massaro como Márcio na série Emergência Radioativa da Netflix
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Johnny Massaro como Márcio na série Emergência Radioativa da Netflix

Helena Yoshioka/Netflix
A série Emergência Radioativa retrata o acidênte radiológico que aconteceu em Goiânia em 1987
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A série Emergência Radioativa retrata o acidênte radiológico que aconteceu em Goiânia em 1987

Reprodução/Netflix
Johnny Massaro em Emergência Radioativa
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Johnny Massaro em Emergência Radioativa

Divulgação/Netflix
Emergência Radioativa estreou nesta sexta (13/3)
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Emergência Radioativa estreou nesta sexta (13/3)

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Clarissa Kiste e Paulo Gorgulho também estão no elenco de Emergência Radioativa
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Clarissa Kiste e Paulo Gorgulho também estão no elenco de Emergência Radioativa

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Antonio Saboia e Luiz Bertazzo interpretam dois médicos que ajudaram no tratamento das vítimas
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Antonio Saboia e Luiz Bertazzo interpretam dois médicos que ajudaram no tratamento das vítimas

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Johnny Massaro em Emergência Radioativa, nova minissérie da Netflix
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Johnny Massaro em Emergência Radioativa, nova minissérie da Netflix

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