Bom Sucesso aposta na literatura e vira sucesso de audiência

A atual novela das 19h termina na próxima sexta-feira (24/01/2020): veja o que pensam os atores

Reprodução/TV Globo

atualizado 21/01/2020 19:46

Em seus últimos capítulos e com fim marcado para a próxima sexta (24/01/2020), Bom Sucesso pode orgulhar seus autores – Rosane Svartman e Paulo Halm – e seu elenco. Afinal, se tornou um sucesso de público e crítica apesar do tema espinhoso para o horário das 19h da TV Globo. A trama em torno de uma morte inevitável e sofrida – no caso, a de Alberto (Antonio Fagundes) – foi algo inédito para a faixa, célebre pelas comédias românticas, leves e até mesmo do tipo “pastelão”. O capítulo do dia 17, em que o vilão Diogo (Armando Babaioff) incendiou a editora Prado Monteiro atingiu 31,1 pontos de audiência em São Paulo, superando o Jornal Nacional e até mesmo a novela das nove, Amor de Mãe. Ambas marcaram 30,3 pontos. Metrópoles foi atrás de duas respostas: como será a morte de Alberto e qual o motivo de tanto sucesso?

Globo/Reprodução
Armando Babaioff
A morte mais esperada da novela

Que o casal de protagonistas Marcos (Romulo Estrela) e Paloma (Grazi Massafera) vai terminar junto, até os paralelepípedos do bairro carioca de Bonsucesso já sabem. Afinal, desde o início estava claro que os dois nasceram um para o outro. Com isso, as atenções se voltaram para Alberto. Como será sua morte? O final, é claro, é guardado a sete chaves pelos autores e foi escrito no dia 11 de janeiro por eles com a ajuda dos colaboradores. “Quando a gente escreveu, chorou, se emocionou. Ficamos dois dias em torno disso antes de entregarmos o capítulo. Então, deu tempo de curtir um pouco também”, conta Rosane.

A maior aposta é que Alberto vai dar seu derradeiro suspiro na biblioteca, o “templo do conhecimento”, à qual dedicou praticamente toda a vida. Contudo, há quem acredite ainda que o ricaço morrerá no Sambódromo carioca, após realizar o sonho de desfilar na Avenida numa escola de samba. No caso, a Unidos do Bom Sucesso, ao lado de Paloma. Independentemente de como se dê o fim do personagem, Romulo Estrela, que vive o filho dele, Marcos, afirma que essa trama transformou para sempre sua vida.

Globo/Divulgação
Paloma (Grazi Massafera) e Marcos (Romulo Estrela): casal dominou a novela

“Graças à história do Alberto, eu passei a aceitar a morte ou falar sobre esse assunto de uma forma mais tranquila, sem tanto medo. Porque a gente sabe que vai acontecer um dia, mas tem um medo absurdo de discutir isso”, admite o galã.

Texto: o grande segredo

Já o sucesso da novela é motivo de orgulho. Entre todos na equipe a sensação é de dever cumprido. Especialmente pelo fato de terem levado à telinha, em milhões de lares brasileiros, uma história que tem como pano de fundo o universo da literatura. O resultado disso foi além da audiência pura e simples. Pesquisas – como a feita pelo próprio Metrópoles – mostraram que a procura pelos livros citados em Bom Sucesso teve aumento em livrarias.

Entre eles, clássicos como Alice no País das Maravilhas, Cyrano de Bergerac e A Letra Escarlate. É verdade que não houve unanimidade entre o público – afinal, o hábito da leitura está longe de ser tão comum hoje quanto já foi no passado –, mas o autor Paulo Halm vê isso com naturalidade. “A novela deu muito certo, mas também levou muita paulada. Tem quem bata na gente diariamente nas redes sociais”, revela.

Seja como for, contra os números não há argumentos, e é um trio de atores de peso que explica o sucesso da novela. “O texto sempre foi muito bem embasado e escrito. As cenas são todas muito coerentes. Então, quando o público vê a trajetória e a evolução de um personagem como o Marcos, nota que nenhuma barra está sendo forçada”, diz Romulo Estrela. Angela Vieira, a Vera, não deixa por menos.

Globo/Divulgação
Angela Vieira entrou na reta final da novela

“Bom Sucesso tem um mote fantástico, que é a literatura. Mas há muito mais do que isso: um elenco extremamente coeso, direção precisa e texto maravilhoso”, atesta. Por fim, a estrela maior: Grazi Massafera, que atribui a conquista a personagens simples. “São pessoas comuns, do cotidiano. A Paloma foi o trabalho mais difícil que eu já fiz, já que se trata de uma mulher comum. Mas, por mais que pareça, não tem nada de simples nela. E foi um prazer trabalhar com pessoas tão talentosas!”, finaliza a atriz, feliz com o sucesso.

Últimas notícias