Campanha do SBT contra a LGBTfobia foi acordada na Justiça após ação

Vídeo de conscientização, com participação obrigatória de Patrícia Abravanel, terá de ser exibido durante todo o mês de janeiro

atualizado 12/01/2022 15:36

Campanha do SBT contra a LGBTfobia Reprodução/Youtube

Há alguns dias, o SBT passou a exibir em sua programação uma campanha sobre a importância de combater a LGBTfobia. Nela, Patrícia Abravanel aparece com Chris Flores, Luiz Alano, Celso Portioli, Eliana e demais funcionários trazendo informações sobre o tema para conscientizar os telespectadores. A iniciativa é excelente, mas de acordo com a Marina Ganzarolli, fundadora do movimento #MeTooBrasil, é resultado de um acordo judicial contra a filha de Silvio Santos. O SBT nega.

Segundo publicação de Marina no Instagram, a determinação ocorreu após falas preconceituosas de Patrícia contra a comunidade LGBTQIA+, durante o programa Vem Pra Cá.

Na ocasião, Patrícia se referiu a sigla como “LGDBTYH” e defendeu a intolerância contra essa população. “Assim como querem o respeito, acredito que eles têm que ser mais compreensivos com aqueles que hoje ainda não entendem direito, ou estão se abrindo para isso”, disse a apresentadora, na época.

Nas redes sociais, Gonzarolli comemorou o resultado da ação. “Com base na Lei 10.948/01, em processo movido contra Patrícia Abravanel e SBT por LGBTIfobia, em razão de falas da apresentadora durante o programa Vem pra cá, transmitido em 01/06/21, o SBT – com a obrigatória participação da Patrícia – ficou obrigado a reproduzir em sua programação, durante todo o mês de janeiro de 2022, campanha publicitária educativa contra a LGBTIfobia (com a Participação da Patrícia Abravanel, Eliana, Celso Portiolli, Chris Flores, dentre outros); reportagem jornalística no dia da visibilidade trans (29/01); além da realização de workshop sobre cultura inclusiva para todo o casting e Live interna”.

Marina Ganzarolli
Post da fundadora do Me Too sobre o caso

Após a publicação da matéria, o SBT divulgou nota negando as acusações. Nela, ressalta que o compromisso com a diversidade é uma política da empresa.

Leia na íntegra: 

O SBT esclarece que não é verdade que sua campanha sobre a importância de combater a LGBTfobia foi ordenada pela Justiça. Ao contrário do que está sendo divulgado, não existe condenação contra a emissora e nem à artista Patricia Abravanel.

É bom que fique claro que o SBT lançou essa campanha na TV e em todas as plataformas digitais com o intuito de conscientizar e transformar as pessoas. A emissora sempre teve o seu Comitê de Diversidade e Inclusão para tratar dessa e de outras temáticas ao longo dos anos.

Vale ressaltar ainda que, através da Universidade Corporativa e da plataforma SBT do Bem, o canal possuí um calendário anual de ações afirmativas em diversidade, inclusão e pertencimento. A iniciativa, inclusive, conta com o apoio da empresa um.a diversidade criativa, referência no mercado.

Ciente da gravidade e por se tratar de informações inverídicas, o SBT já tomou as devidas providências para esclarecer a situação e irá solicitar a retificação das publicações. 

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