A atitude de Sônia Abrão no caso Eloá que gera revolta até hoje

A imprensa foi bastante criticada pela cobertura durante o sequestro e assassinato de Eloá Pimentel

atualizado

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1 de 1 sonia abrão - Foto: Reprodução/Instagram/Netflix

Um dos pontos mais controversos no caso Eloá Pimentel é o comportamento da imprensa durante a cobertura do caso. O crime chocou o país ao ser transmitido ao vivo por emissoras de TV, que exibiram as negociações entre Lindemberg Alves e a polícia.

A apresentadora Sonia Abrão é uma das profissionais que mais gerou polêmica. Na época, a veterana entrevistou ao vivo, durante o A Tarde é Sua, da Rede TV!, o sequestrador e a vítima, enquanto as negociações com a polícia ainda estavam em andamento.

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Caso Eloá: Refém ao vivo
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A atitude foi duramente criticada por autoridades e especialistas, por causa do risco de interferência direta na operação policial. O Ministério Público chegou a discutir a possibilidade de responsabilizar a emissora, sob a alegação de que a entrevista pode ter colocado as vidas das reféns em perigo.

Em entrevista ao UOL em 2014, a apresentadora comentou o episódio e afirmou não se arrepender da atitude. “Nossa equipe estava atrás do telefone da casa da Eloá. Ligamos, e ele atendeu. Aceitou falar, e o repórter Luiz Guerra gravou a matéria. O Lindemberg assistiu ao programa e, quando nossa repórter ligou novamente, disse que queria falar ao vivo porque estava preocupado — não queria que o Brasil pensasse que ele era bandido”.

“Eu estava apresentando o programa quando o diretor me avisou que o Lindemberg estava na linha. Com minha experiência jornalística, conversei com ele. E falei com a Eloá também. No meio da conversa, ele cortou e desligou. Todo mundo me assistiu: a polícia, a imprensa, o público”, contou Sônia.

Relembre o caso

Eloá Pimentel foi sequestrada e assassinada em 2008 pelo próprio ex-namorado, Lindemberg Alves. Ela foi mantida refém em Santo André, São Paulo.

O caso mobilizou o país: foram 100 horas de negociações com a polícia, que tentou de todas as formas resgatar a adolescente com vida e impedir o desfecho trágico.

Após quatro dias de tensão, Eloá foi baleada pelo sequestrador. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e teve morte cerebral.

O crime é retratado no documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, recém-lançado na Netflix. A produção traz depoimentos inéditos dos pais de Eloá, do irmão Douglas e da amiga Grazieli Oliveira, que falam publicamente sobre o caso pela primeira vez. A produção também conta com relatos de jornalistas e autoridades que acompanharam o crime.

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