Gloria Groove sobre os LGBTs: “Nossa voz nunca foi tão importante”

A cantora faz show em Brasília nesta sexta-feira (20/7), na boate Victoria Haus

atualizado 19/07/2018 20:19

Divulgação

O sucesso de Pabllo Vittar demonstrou algo que vários frequentadores de boates do Brasil já sabiam: várias drag queens cantoras mereciam um lugar nos holofotes do país. Uma dessas artistas é Gloria Groove, que faz show em Brasília nesta sexta-feira (20/7), na Victoria Haus.

A cantora retorna à capital com seus principais sucessos. Entre eles, a canção Bumbum de Ouro e o hit Arrasta, feito em parceria com Léo Santana, que já tem mais de 10 milhões de views no YouTube.

 

Aos 23 anos, Groove faz parte de uma geração de cantoras performáticas que tem conquistado o pop brasileiro: ao lado dela, surgem e se consolidam Aretuza Lovi, Lia Clark e a própria Pabllo Vittar.

Numa mistura de influências do pop norte-americano e dos ritmos populares brasileiros, essas artistas têm, aos poucos, aberto um importante espaço no cenário musical do país. “É claro que a gente tem muita referência, nós éramos as ‘pocs’ de antigamente. Crescemos ouvindo Britney, Beyoncé e, depois, adicionamos os elementos nacionais”, comenta Groove ao Metrópoles.

Música plural
Apesar do sucesso – demonstrado em números de visualizações e parcerias com nomes do mainstream brasileiro –, Groove prefere não falar em drag music – nome dado às faixas de sucesso cantadas pelas rainhas brasileiras.

Eu costumo falar que não existe essa de drag music. A gente faz música para todo mundo, de todos os gêneros. São muitas influências. Evidentemente, a gente ainda não conseguiu ultrapassar totalmente a barreira do público megaconservador, mas é um processo em construção

Gloria Groove

Parcerias com grandes nomes da indústria fonográfica são um meio de expandir o horizonte para além do público LGBT. “Sempre fui fã do Léo e foi um prazer gravar com ele. Como artista, ele mostra que há espaço para a diversidade ao gravar comigo”, diz Groove.

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Mesmo com o bom momento dos artistas LGBTs, a cantora não deixa de se preocupar com o futuro do Brasil – país que apresenta altos índices de homofobia e violência contra transexuais, gays e lésbicas.

“Atualmente, nossa força, nossa unidade, diz muito. A questão da representatividade nunca fui tão relevante. Fico feliz de, mesmo tão nova, poder estar usando minha música para deixar a diversidade tão evidente”, opina.

Gloria Groove
Nesta sexta-feira (20/7), na Victoria Haus (SAAN), a partir das 22h30. Ingressos a R$ 25 (pista), R$ 40 (camarote pop), R$ 55 (lounge pop) e R$ 60 (backstage eletrônica). Classificação indicativa: 18 anos

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