Entenda a crise do NewJeans que terminou com a saída de Danielle

A ADOR anunciou a saída de Danielle Marsh do grupo NewJeans, formado em 2022

atualizado

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Danielle Marsh, ex-integrante do NewJeans
1 de 1 Danielle Marsh, ex-integrante do NewJeans - Foto: Reprodução/Instagram @danielle___newjeans

A saída de Danielle Marsh do grupo de K-pop NewJeans surpreendeu fãs da música sul-coreana nesta segunda-feira (29/12). A ADOR, empresa responsável pela banda formada em 2022, anunciou o encerramento do contrato de exclusividade com a artista após meses de disputas judiciais envolvendo a agência, as integrantes e seus representantes legais.

Em comunicado oficial, a ADOR afirmou ser “difícil continuar juntos” no caso específico de Danielle e informou que a cantora foi formalmente notificada da rescisão contratual. Segundo a empresa, a decisão foi tomada após tentativas de conciliação, incluindo reuniões com a artista e familiares, sem que houvesse correção de condutas consideradas incompatíveis com o contrato exclusivo.

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O conflito entre as integrantes do NewJeans e a HYBE, conglomerado ao qual a ADOR é vinculada, começou ainda em 2024 e teve como ponto central a saída de Min Hee-jin do cargo de CEO da agência. A demissão se tornou a principal queixa do grupo, que via Min como peça fundamental para a identidade artística do NewJeans. Ela foi substituída por Kim Joo-young, especialista em recursos humanos.

Em julho de 2024, Danielle chegou a divulgar uma carta pública na qual se referia a Min Hee-jin como “mãe” e “guerreira”. O gesto evidenciou o vínculo emocional entre as duas.

A crise se intensificou em setembro, quando o NewJeans realizou uma live surpresa no YouTube. Na transmissão, as integrantes fizeram um ultimato pedindo a reintegração de Min Hee-jin ao cargo de CEO até o dia 25 daquele mês. Elas também relataram episódios de assédio no ambiente de trabalho e vazamento de informações privadas. O prazo expirou sem resposta, e o conselho da ADOR rejeitou oficialmente o pedido.

Em novembro, a disputa ganhou contornos judiciais. As integrantes enviaram uma Certificação de Conteúdo, instrumento legal que exige correções contratuais em até 14 dias, sob pena de rescisão. No mesmo período, o governo sul-coreano concluiu que idols não são considerados empregados formais, o que os exclui da proteção da legislação trabalhista.

Como reação, no início de 2025, o grupo solicitou o registro da marca NJZ, com o objetivo de seguir carreira sem utilizar o nome NewJeans e dar início a atividades independentes. Em março, no entanto, a Justiça sul-coreana concedeu uma liminar favorável à ADOR, proibindo esse tipo de atuação. Apesar da decisão, o grupo se apresentou no ComplexCon Hong Kong, o que pode ter configurado descumprimento judicial.

Em outubro, a Justiça tomou a decisão final e confirmou a validade dos contratos até 2029, além de autorizar multa de 1 bilhão de wons por infração. Após novas rodadas de negociação, a ADOR concluiu que não seria possível dar continuidade ao vínculo com Danielle e anunciou, ainda, a intenção de processar um membro da família da ex-integrante e a ex-CEO Min Hee-jin.

“No caso de Danielle, determinamos que seria difícil continuarmos juntas como integrante do NewJeans e artista da ADOR, e hoje a notificamos sobre o término de seu contrato de exclusividade. Além disso, planejamos responsabilizar legalmente um membro da família de Danielle e a ex-CEO Min Hee Jin, que têm grande responsabilidade por desencadearem essa disputa e pela saída e atraso no retorno do NewJeans”, diz o comunicado.

A nota também informa que Minji segue em negociações para “para ampliar o entendimento mútuo”. A ADOR afirmou ainda que, após extensas conversas, Hanni decidiu permanecer sob contrato com a empresa. As permanências de Haerin e Hyein haviam sido anunciadas em novembro.

Formado em 2022 por Danielle, Minji, Hanni, Haerin e Hyein, o NewJeans acumula mais de 14 milhões de ouvintes mensais no Spotify e emplacou sucessos como Super Shy, OMG, Hype Boy e Supernatural.

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