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Música

Coronavírus: Chico César transforma poema em música e canta nomes de mortos

A canção Inumeráveis foi baseada na prosa de Braúlio Bessa e cita nomes como Carlos Antônio, Bruno Campelo e outros

Repórter de Música15/05/2020 10:16
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Luiz Garrido/ Especial para Metrópoles
Coronavírus: Chico César transforma poema em música e canta nomes de mortos

Partindo do poema Inumeráveis, de Braúlio Bessa, criado para que as vítimas do coronavírus não se tornem apenas números, o músico Chico César criou uma canção de mesmo nome para dar melodia à prosa.

Inumeráveis foi apresentada por Chico nesta quinta-feira (14/5) em seu Instagram, apenas com voz e violão. Ele fez uma homenagem às vítimas da Covid-19.

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Chico César é um dos cantores mais respeitados do MPB
Braulio Bessa
Chico agradeceu
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A diversão é gratuita
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Divulgação
Chico César é um dos cantores mais respeitados do MPB
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Luiz Garrido/ Especial para Metrópoles
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Raimundo Sampaio/Especial para o Metrópoles
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Reprodução/Facebook
“Se números frios não tocam a gente / Espero que nomes possam tocar”, diz um trecho da canção e poema.

Na canção, Chico cita nomes como André Cavalcante, Bruno Campelo, Carlos Antônio e outros, todos vítimas do coronavírus em algum local do país. Confira:

 

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listadas no @inumeraveismemorial. INUMERÁVEIS Andre Cavalcante era professor amigo de todos e pai do Pedrinho. O Bruno Campelo seguiu se caminho Tornou-se enfermeiro por puro amor. Já Carlos Antônio, era cobrador Estava ansioso pra se aposentar. A Diva Thereza amava tocar Seu belo piano de forma eloquente Se números frios não tocam a gente Espero que nomes consigam tocar. Elaine Cristina, grande paratleta fez três faculdades e ganhou medalhas Felipe Pedrosa vencia as batalhas Dirigindo über em busca da meta. Gastão Dias Junior, pessoa discreta na pediatria escolheu se doar Horácia Coutinho e seu dom de cuidar De cada amigo e de cada parente. Se números frios não tocam a gente Espero que nomes consigam tocar. Iramar Carneiro, herói da estrada foi caminhoneiro, ajudou o Brasil. Joana Maria, bisavó gentil. E Katia Cilene uma mãe dedicada. Lenita Maria, era muito animada baiana de escola de samba a sambar Margarida Veras amava ensinar era professora bondosa e presente. Se números frios não tocam a gente Espero que nomes consigam tocar. Norberto Eugênio era jogador piloto, artista, multifuncional. Olinda Menezes amava o natal. Pasqual Stefano dentista, pintor Curtia cinema, mais um sonhador Que na pandemia parou de sonhar. A vó da Camily não vai lhe abraçar com Quitéria Melo não foi diferente. Se números frios não tocam a gente Espero que nomes consigam tocar. Raimundo dos Santos, um homem guerreiro O senhor dos rios, dos peixes também Salvador José, baiano do bem Bebia cerveja e era roqueiro. Terezinha Maia sorria ligeiro cuidava das plantas, cuidava do lar Vanessa dos Santos era luz solar mulher colorida e irreverente. Se números frios não tocam a gente Espero que nomes consigam tocar. Wilma Bassetti vó especial pra netos e filhos fazia banquete. Yvonne Martins fazia um sorvete Das mangas tiradas do pé no quintal Zulmira de Sousa, esposa leal falava com Deus, vivia a rezar. O X da questão talvez seja amar por isso não seja tão indiferente Se números frios não tocam a gente Espero que nomes consigam tocar.

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