Aos 81 anos, Geraldo Azevedo fala sobre legado, fãs e novos projetos
Em entrevista ao Metrópoles, o cantor Geraldo Azevedo falou sobre a nova turnê, sucessos que marcaram gerações e novos projetos
atualizado
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Aos 81 anos, Geraldo Azevedo segue percorrendo o Brasil com a turnê Oitentação, criada para celebrar mais de 50 anos de carreira e os seus 80 anos completados em 2025. Na última quarta-feira (3/6), o cantor se apresentou em Brasília e falou ao Metrópoles sobre a carreira, a relação com o público e os projetos que ainda pretende colocar em prática.
Segundo o artista, um dos momentos mais marcantes dos shows continua sendo o encontro com pessoas que transformaram suas músicas em parte da própria história. Ele destacou que canções como Dia Branco atravessaram décadas e passaram a ocupar diferentes espaços da vida dos fãs.
“São muitas canções que eu vejo as pessoas repetirem, mostrando que essas músicas fazem parte da vida delas e foram trilha sonora de muitas histórias. A gente estava falando aqui da música Dia Branco. De repente, ela virou uma música de comunhão, de integração, de casamentos”, diz.
Geraldo contou que montar o repertório da turnê exigiu uma revisita à própria trajetória. O show reúne músicas de diferentes momentos da carreira, além de abrir espaço para projetos recentes. Apesar do sucesso do repertório já conhecido pelo público, ele revelou que continua compondo e preparando novos lançamentos.
“Eu sei que o público hoje vai aos meus shows por causa das músicas antigas, mas eu também gosto de apresentar canções novas. Quem sabe elas também possam atravessar o tempo como essas que eu canto há mais de 50 anos.”
Ao falar sobre a longevidade de suas canções, o cantor destacou a presença constante de diferentes gerações em suas apresentações. Segundo ele, é comum encontrar famílias inteiras nos shows, com avós, pais e netos compartilhando a mesma admiração pelo repertório.
“Eu me lembro de mulheres que foram grávidas aos meus shows. Tirei fotos com elas, até colocando a mão na barriga. Dez anos depois, elas voltaram com aquele filho para assistir às minhas apresentações”, conta.
A relação com o palco também permaneceu inalterada ao longo dos anos. Geraldo afirmou que ainda encara cada apresentação como uma forma de diversão.
Na apresentação na capital, o cantor recebeu a participação especial de Chico César. Os dois já dividiram o projeto Violivóz e mantêm uma parceria musical construída ao longo dos anos: “Chico foi uma pessoa que quando eu vi a primeira vez eu já fiquei num encantamento incrível. Agora ele está morando em Brasília e achei a oportunidade perfeita para ele participar da turnê”.
Em clima de festas juninas, o cantor também recomendou ao público o álbum For All para Todos, lançado nos anos 1980. O disco, segundo ele, foi uma homenagem aos artistas do gênero e marcou sua aproximação com Luiz Gonzaga.











