Morre Orlando Senna, cineasta e ex-secretário do Audiovisual, aos 86 anos

Diretor, jornalista e gestor cultural teve papel marcante no cinema e nas políticas públicas para o audiovisual

atualizado

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Foto colorida de Orlando Senna
1 de 1 Foto colorida de Orlando Senna - Foto: Reprodução/Instagram

O cineasta, jornalista e gestor cultural Orlando Senna morreu nesta terça-feira (9/6), aos 86 anos. A morte foi confirmada por Indra Rocha, sobrinha do artista, em uma publicação compartilhada nas redes sociais.

Reconhecido como um dos nomes importantes do audiovisual brasileiro, Senna dirigiu ao lado de Jorge Bodanzky o clássico Iracema – Uma Transa Amazônica (1975), obra que se tornou referência do cinema nacional.

“É com imensa tristeza que comunico o falecimento do meu querido tio, Orlando Senna. Um homem que dedicou sua vida à arte, à cultura, à liberdade e à construção de um mundo mais humano e sensível. Um homem que com sua imensa generosidade, abriu portas para mim e para tantas outras pessoas, sempre incentivando, acolhendo e criando conexões com nossos sonhos”, diz o post de Rocha.
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Orlando Senna foi referência do audiovisual nacional
Orlando Senna morreu aos 86 anos
Lançado em 1975, Iracema marcou a trajetória de Orlando Senna
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Lançado em 1975, Iracema marcou a trajetória de Orlando Senna

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Orlando Senna foi referência do audiovisual nacional
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Orlando Senna foi referência do audiovisual nacional

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Orlando Senna morreu aos 86 anos
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Orlando Senna morreu aos 86 anos

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Em Iracema, um caminhoneiro percorre a rodovia Transamazônica e conhece uma jovem prostituta. Misturando ficção e documentário, o longa denunciou o modelo de ocupação da Amazônia durante a ditadura militar, abordando temas como desmatamento, exploração predatória e prostituição infantil.

Natural da Bahia, Orlando Senna iniciou a trajetória no audiovisual como assistente de direção de Roberto Pires em Tocaia no Asfalto (1962). Em Salvador, também escreveu críticas de cinema, dirigiu peças de teatro e atuou na Escola de Teatro de Salvador e no Centro Popular de Cultura. A estreia como diretor de longas ocorreu com A Construção da Morte (1969).

Além da produção artística, Senna teve atuação destacada na gestão cultural. Em 2002, foi subsecretário de Audiovisual da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

No ano seguinte, assumiu a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, então comandado por Gilberto Gil. Entre 2007 e 2008, também ocupou a direção-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), participando do desenvolvimento da TV Brasil.

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