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Crítica: Só Por Uma Noite transforma distopia em comédia romântica

Estrelado por Monica Barbaro e Callum Turner, Só Por Uma Noite usa premissa distópica como pano de fundo para uma comédia româtica

20/08/2026 02:00
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Imagem colorida mostra cena do filme Só Por Uma Noite - Metrópoles

Já imaginou um mundo em que um decreto federal determina que as pessoas solteiras só possam transar uma noite por ano? Essa é a premissa do filme Só Por Uma Noite, que coloca no centro da trama duas pessoas que estão em busca de mais do que uma simples transa na noite mais esperada na vida dos solteiros.

No longa, o público conhece Allie (Monica Barbaro) e Owen (Callum Turner). Enquanto ele acabou de ser dispensado pela namorada, ela está em busca de algo além de um encontro casual durante a noite. Os dois passam a se envolver em uma série de desencontros e situações inusitadas ao longo das 12 horas em que é permitido transar e vão percebendo que, mesmo que tentem, parecem não conseguir ficar longe um do outro.

É justamente nessa mistura que está a proposta de Só Por Uma Noite. Embora parta de uma premissa típica de ficção científica, a ideia funciona mais como pano de fundo para criar uma situação incomum para uma história de amor: em vez de acompanhar uma sociedade em revolta contra o sistema, o público segue duas pessoas tentando encontrar uma conexão.

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Cena do filme Só Por Uma Noite
Allie (Monica Barbaro) e Owen (Callum Turner) no filme Só Por Uma Noite
Pôster do filme Só Por Uma Noite
Monica Barbaro e Callum Turner são os protagonistas do filme Só Por Uma Noite
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Monica Barbaro e Callum Turner são os protagonistas do filme Só Por Uma Noite

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Cena do filme Só Por Uma Noite
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Cena do filme Só Por Uma Noite

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Allie (Monica Barbaro) e Owen (Callum Turner) no filme Só Por Uma Noite
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Allie (Monica Barbaro) e Owen (Callum Turner) no filme Só Por Uma Noite

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Pôster do filme Só Por Uma Noite
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Pôster do filme Só Por Uma Noite

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Comédia romântica no cerne

Sem se aprofundar na ideia desse mundo distópico, o diretor Will Gluck (Todos Menos Você e A Mentira) estabelece de forma rápida as regras: os solteiros usam um chip no pulso que indica quando estão autorizados a transar e, uma vez por ano, têm 12 horas para isso. 

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Apesar dos protagonistas deixarem claro em diferentes momentos que são contra essa lei, o filme não está interessado em transformar essa insatisfação em uma grande discussão política ou social. A questão existe apenas para criar o cenário em que os dois precisam lidar com expectativas, desencontros e, principalmente, com a possibilidade de encontrar alguém em meio à noite mais disputada do ano.

Assim, o grande trunfo do filme talvez seja não se levar a sério demais. O enredo intrigante funciona apenas como pano de fundo para uma boa e tradicional trama de comédia romântica, com personagens fáceis de acompanhar e uma história que, embora previsível, consegue prender a atenção justamente pelas situações em que coloca os protagonistas.

No centro dessa dinâmica, Monica Barbaro e Callum Turner entregam química desde os primeiros momentos em cena, seja nos diálogos, nos desencontros ou na maneira como os personagens vão se aproximando ao longo da noite. A sintonia entre eles torna o romance natural e mantém o interesse do público mesmo quando o roteiro recorre às conveniências típicas do gênero.

Imagem colorida mostra cena do filme Só Por Uma Noite - Metrópoles
Cena do filme Só Por Uma Noite

Mesmo com recorrentes conveniências de roteiro, o filme é uma boa história de romance com bons elementos de comédia. A mistura faz com que as inesperadas situações em que os protagonistas se envolvem ao longo da noite não sejam forçadas.

A história é uma comédia romântica leve e certeira, que entretém, diverte e entrega o tradicional quentinho no coração esperado pelo gênero. Mesmo sem reinventar a fórmula, especialmente na parte do romance, Só Por Uma Noite encontra nessa premissa inusitada e, principalmente, na química entre os protagonistas, elementos para conquistar o público.