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Cinema

Quatro razões para assistir a MIB: Homens de Preto – Internacional

Sem Will Smith e Tommy Lee Jones, franquia tenta se renovar com os astros Chris Hemsworth e Tessa Thompson, de Vingadores, e novo diretor

12/06/2019 05:30
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Giles Keyte/Sony Pictures/Divulgação
Quatro razões para assistir a MIB: Homens de Preto – Internacional

MIB: Homens de Preto – Internacional estreia nesta quinta (13/06/2019) nos cinemas do Brasil, criando um novo e inédito apêndice para uma das franquias mais carismáticas de Hollywood. Desta vez, porém, não espere ver o marrento agente J (Will Smith) e o sisudo K (Tommy Lee Jones) despedaçando alienígenas com suas armas high-tech. Baseada nos quadrinhos de Lowell Cunningham, a saga ganha ares globais e se expande na forma de spin-off protagonizado por Chris Hemsworth e Tessa Thompson, o Thor e a Valquíria do Universo Cinematográfico Marvel (MCU).

Situado após os eventos de MIB 3 (2012), no qual J teve que viajar no tempo para salvar o jovem K (Josh Brolin) da morte, MIB: Internacional se desenrola em Londres, sede europeia dos caçadores de extraterrestres administrada por T (Liam Neeson). De lá, os agentes H (Hemsworth) e M (Thompson) partem para outros locais do planeta em busca de novos invasores galácticos.

Retornam da trilogia apenas a agente O (Emma Thompson), chefe da sucursal norte-americana dos MIB, e Frank, o pug, dublado por Tim Blaney. Entram no elenco uma porção de novas criaturas, como Riza (Rebecca Ferguson, de Missão: Impossível), o amistoso Pawny (Kumail Nanjiani, de Doentes de Amor) e os gêmeos Les Twins, dançarinos franceses que já trabalharam com Beyoncé, entre outros artistas pop, e agora estreiam no cinema.

Quatro razões para assistir a MIB: Homens de Preto – Internacional:

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<b>Boas cenas de ação</b>. O principal atrativo dos MIB sempre foi o divertido curto-circuito de cenas de ação alucinantes, ficção científica cartunesca, comédia escrachada e figurinos estilosos. A bem-vinda renovação também acontece atrás das câmeras: sai Barry Sonnenfeld, diretor da trilogia original, e entra F. Gary Gray, cineasta habilidoso em burilar narrativas pop, sobretudo de aventura e ação, e que começou a carreira filmando videoclipes (notavelmente It Was a Good Day, de Ice Cube). O currículo de Gray é de fato instigante. Mais recentemente, contou a história do grupo de rap N.W.A. em Straight Outta Compton (2015) e comandou ousadas <i>set-pieces</i> de perseguição e destruição de carros em Velozes e Furiosos 8 (2017), um dos melhores da franquia de Vin Diesel. Antes, assinou títulos como o adorado filme de assalto Uma Saída de Mestre (2003) e o subestimado O Vingador (2003)
<b>Humor afiado</b>. O eixo cômico do MIB: Internacional tem muito a ganhar com a entrada de Chris Hemsworth na franquia. No MCU, o ator australiano enfrentou o desafio de remodelar o personagem Thor com a saga dos Vingadores em andamento: os tons shakespearianos do Deus do Trovão aos poucos deram lugar a uma persona desbocada, rebelde e algo sacana, culminando no sujeito beberrão e sardônico visto em Ultimato. Não é de hoje que o astro vem mostrando inclinação para o humor. No <i>reboot</i> feminino Caça-Fantasmas (2016), ele encarnou muitíssimo bem o secretário bonitão e burro das heroínas, de longe a melhor sacada do filme
<b>Alienígenas à beça</b>. Vilões ou amigos dos protagonistas, os alienígenas de MIB trazem fabulação a uma franquia cujo mote é a revisão <i>high-tech</i> das comédias policiais. O extenso elenco de criaturas do quarto filme reúne uma variedade promissora: Rebecca Ferguson (Missão: Impossível), que mostrou tino para a vilania em O Menino que Queria Ser Rei (2019), o comediante Kumail Nanjiani, da série Silicon Valley e da tocante <i>romcom</i> autobiográfica Doentes de Amor (2017), e os atléticos irmãos dançarinos Les Twins
<b>Protagonismo feminino</b>. Era o que faltava para a franquia mudar de ares. E isso só aconteceu porque o projeto anterior derreteu antes das filmagens. Após o sucesso de MIB 3, maior bilheteria da trilogia (US$ 624 milhões), a ideia era criar um <i>crossover</i> da franquia com o universo Anjos da Lei, comédia policial protagonizada por Jonah Hill, mentor da união, e Channing Tatum. A fusão das sagas se chamaria MIB 23. Mas a coisa não deu liga. O fracasso abriu espaço para os roteiristas Matt Holloway e Art Marcum (ambos do primeiro Homem de Ferro) introduzirem a primeira agente dos MIB. O <i>casting</i> de Tessa Thompson soa ideal. Ela roubou a cena em Thor: Ragnarok (2017) e vem forjando uma carreira interessante, entre produções independentes (Cara Gente Branca, Sorry to Bother You) e títulos de apelo pop (Westworld, Creed)
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Protagonismo feminino. Era o que faltava para a franquia mudar de ares. E isso só aconteceu porque o projeto anterior derreteu antes das filmagens. Após o sucesso de MIB 3, maior bilheteria da trilogia (US$ 624 milhões), a ideia era criar um crossover da franquia com o universo Anjos da Lei, comédia policial protagonizada por Jonah Hill, mentor da união, e Channing Tatum. A fusão das sagas se chamaria MIB 23. Mas a coisa não deu liga. O fracasso abriu espaço para os roteiristas Matt Holloway e Art Marcum (ambos do primeiro Homem de Ferro) introduzirem a primeira agente dos MIB. O casting de Tessa Thompson soa ideal. Ela roubou a cena em Thor: Ragnarok (2017) e vem forjando uma carreira interessante, entre produções independentes (Cara Gente Branca, Sorry to Bother You) e títulos de apelo pop (Westworld, Creed)

Giles Keyte/Sony Pictures/Divulgação
<b>Boas cenas de ação</b>. O principal atrativo dos MIB sempre foi o divertido curto-circuito de cenas de ação alucinantes, ficção científica cartunesca, comédia escrachada e figurinos estilosos. A bem-vinda renovação também acontece atrás das câmeras: sai Barry Sonnenfeld, diretor da trilogia original, e entra F. Gary Gray, cineasta habilidoso em burilar narrativas pop, sobretudo de aventura e ação, e que começou a carreira filmando videoclipes (notavelmente It Was a Good Day, de Ice Cube). O currículo de Gray é de fato instigante. Mais recentemente, contou a história do grupo de rap N.W.A. em Straight Outta Compton (2015) e comandou ousadas <i>set-pieces</i> de perseguição e destruição de carros em Velozes e Furiosos 8 (2017), um dos melhores da franquia de Vin Diesel. Antes, assinou títulos como o adorado filme de assalto Uma Saída de Mestre (2003) e o subestimado O Vingador (2003)
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Boas cenas de ação. O principal atrativo dos MIB sempre foi o divertido curto-circuito de cenas de ação alucinantes, ficção científica cartunesca, comédia escrachada e figurinos estilosos. A bem-vinda renovação também acontece atrás das câmeras: sai Barry Sonnenfeld, diretor da trilogia original, e entra F. Gary Gray, cineasta habilidoso em burilar narrativas pop, sobretudo de aventura e ação, e que começou a carreira filmando videoclipes (notavelmente It Was a Good Day, de Ice Cube). O currículo de Gray é de fato instigante. Mais recentemente, contou a história do grupo de rap N.W.A. em Straight Outta Compton (2015) e comandou ousadas set-pieces de perseguição e destruição de carros em Velozes e Furiosos 8 (2017), um dos melhores da franquia de Vin Diesel. Antes, assinou títulos como o adorado filme de assalto Uma Saída de Mestre (2003) e o subestimado O Vingador (2003)

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<b>Humor afiado</b>. O eixo cômico do MIB: Internacional tem muito a ganhar com a entrada de Chris Hemsworth na franquia. No MCU, o ator australiano enfrentou o desafio de remodelar o personagem Thor com a saga dos Vingadores em andamento: os tons shakespearianos do Deus do Trovão aos poucos deram lugar a uma persona desbocada, rebelde e algo sacana, culminando no sujeito beberrão e sardônico visto em Ultimato. Não é de hoje que o astro vem mostrando inclinação para o humor. No <i>reboot</i> feminino Caça-Fantasmas (2016), ele encarnou muitíssimo bem o secretário bonitão e burro das heroínas, de longe a melhor sacada do filme
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Humor afiado. O eixo cômico do MIB: Internacional tem muito a ganhar com a entrada de Chris Hemsworth na franquia. No MCU, o ator australiano enfrentou o desafio de remodelar o personagem Thor com a saga dos Vingadores em andamento: os tons shakespearianos do Deus do Trovão aos poucos deram lugar a uma persona desbocada, rebelde e algo sacana, culminando no sujeito beberrão e sardônico visto em Ultimato. Não é de hoje que o astro vem mostrando inclinação para o humor. No reboot feminino Caça-Fantasmas (2016), ele encarnou muitíssimo bem o secretário bonitão e burro das heroínas, de longe a melhor sacada do filme

Giles Keyte/Sony Pictures/Divulgação
<b>Alienígenas à beça</b>. Vilões ou amigos dos protagonistas, os alienígenas de MIB trazem fabulação a uma franquia cujo mote é a revisão <i>high-tech</i> das comédias policiais. O extenso elenco de criaturas do quarto filme reúne uma variedade promissora: Rebecca Ferguson (Missão: Impossível), que mostrou tino para a vilania em O Menino que Queria Ser Rei (2019), o comediante Kumail Nanjiani, da série Silicon Valley e da tocante <i>romcom</i> autobiográfica Doentes de Amor (2017), e os atléticos irmãos dançarinos Les Twins
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Alienígenas à beça. Vilões ou amigos dos protagonistas, os alienígenas de MIB trazem fabulação a uma franquia cujo mote é a revisão high-tech das comédias policiais. O extenso elenco de criaturas do quarto filme reúne uma variedade promissora: Rebecca Ferguson (Missão: Impossível), que mostrou tino para a vilania em O Menino que Queria Ser Rei (2019), o comediante Kumail Nanjiani, da série Silicon Valley e da tocante romcom autobiográfica Doentes de Amor (2017), e os atléticos irmãos dançarinos Les Twins

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