Flávio Bolsonaro está em documentário sobre o pai: saiba o que ele diz
A Colisão dos Destinos, documentário que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro, estreia nos cinemas nesta quinta-feira (14/5)
atualizado
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A Colisão dos Destinos, documentário que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro, estreia nos cinemas nesta quinta-feira (14/5). No centro de polêmicas após diálogos sobre o filme Dark Horse, que também conta a trajetória do ex-mandatário, com o banqueiro Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é um dos entrevistados na produção.
O trailer da produção mostra uma das falas do senador sobre o pai. No longa, ele destaca a influência divina na trajetória de Bolsonaro.
“Ele é um escolhido de Deus. Não tem outra explicação. Deus quis e acabou. As coisas que aconteciam com ele… Ele fazia tudo para dar errado, bicho, daqui a pouco o negócio dava certo. Inexplicável.”
Com cerca de 70 minutos de duração, o documentário acompanha a vida do ex-presidente desde a infância até a chegada ao Palácio do Planalto. O projeto apresenta a história sob a perspectiva de familiares, amigos próximos e aliados, explorando aspectos da vida pessoal do ex-presidente e propondo um olhar além da trajetória política conhecida pelo público.
De acordo com a sinopse oficial, “ao invés de focar apenas nas manchetes e superficialidades, A Colisão dos Destinos convida os espectadores a compreender as raízes pessoais e os acontecimentos decisivos que moldaram a trajetória deste líder controverso”.
A direção é de Doriel Francisco, que também assina o roteiro ao lado de William Alves. Aliado de Bolsonaro, Mario Frias atua como produtor.
Filme Dark Horse
Apesar da temática semelhante e de compartilhar nomes na equipe, como Mario Frias, a produção não é a mesma envolvida nas denúncias sobre financiamento ligado ao empresário Daniel Vorcaro, ex-CEO e dono do Banco Master, referente ao longa Dark Horse.
Segundo o Intercept Brasil, os recursos para a produção teriam sido solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro. A reportagem afirma que pelo menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações financeiras ligadas ao projeto.
Parte do dinheiro teria sido transferida pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro.
Ao todo, segundo registros divulgados pelo veículo, o ex-CEO e dono do Banco Master teria se comprometido a repassar US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões na cotação da época — para financiar a produção. Com o orçamento, Dark Horse pode se tornar um dos projetos mais caros já associados ao cinema brasileiro.
Troca de mensagens com Vorcaro
Diálogos divulgados pelo site mostram Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Vorcaro discutindo o andamento da produção e preocupações com atrasos nos pagamentos. O filho 01 de Bolsonaro ainda questiona se o banqueiro quer encontrar com Jim Caviezel, ator que viverá o ex-mandatário brasileiro, para um jantar.
Em 22 de outubro de 2025, Flávio disse: “Topa jantar com o Jim Caviezel e o Cyrus [Nowrasteh, diretor do longa] em São Paulo no dia 2/Nov (segunda)? Totalmente reservado”. “Topo, claro. Será aonde? Quer fazer na minha casa?”, responde Vorcaro.
Outra mensagem, desta vez em áudio, mostra que Flávio cobrou o dono do Master. “Imagina a gente dando calote em um Jim Caviezel, em um Cyrus… Os caras, pô! Renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara”, disse.

















