Quem são Jim Caviezel e Cyrus Nowrasteh, citados por Flávio em áudio a Vorcaro: “Topa jantar?”
Filme sobre Bolsonaro voltou aos holofotes após jornal revelar áudios de Flávio Bolsonaro pedindo financiamento ao banqueiro Daniel Vorcaro
atualizado
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O filme Dark Horse voltou ao centro dos holofotes nessa quarta-feira (13/5) após reportagem do Intercept Brasil revelar que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria pago cerca de R$ 61 milhões para financiar a produção. A produção contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e tem estreia prevista para 11 de setembro.
Diálogos divulgados pelo site mostram Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Vorcaro discutindo o andamento da produção e preocupações com atrasos nos pagamentos. O filho 01 de Bolsonaro ainda questiona se o banqueiro quer encontrar com Jim Caviezel, ator que viverá o ex-mandatário brasileiro, para um jantar.
Em 22 de outubro de 2025, Flávio disse: “Topa jantar com o Jim Caviezel e o Cyrus [Nowrasteh, diretor do longa] em São Paulo no dia 2/Nov (segunda)? Totalmente reservado”. “Topo, claro. Será aonde? Quer fazer na minha casa?”, responde Vorcaro.
Outra mensagem, desta vez em áudio, mostra que Flávio cobrou o banqueiro e citou Caviezel e Cyrus. “Imagina a gente dando calote em um Jim Caviezel, em um Cyrus… Os caras, pô! Renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara”, diz ele.
Quem são os homens citados por Flávio
Jim Caviezel ficou responsável por interpretar Bolsonaro no filme Dark Horse. O ator de 57 anos iniciou a carreira em 1991 no filme My Own Private Idaho, mas só fez sucesso em 2004, ao interpretar Jesus no drama A Paixão de Cristo.
No comando da produção está Cyrus Nowrasteh, de 69 anos. Ele é um cineasta americano, famoso por dirigir os filmes O Apedrejamento de Soraya M. e o recente Infidel.
Denúncias contra Flávio Bolsonaro
Segundo o Intercept Brasil, os recursos para a produção teriam sido solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro a Vorcaro. A reportagem afirma que pelo menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações financeiras ligadas ao projeto.
Parte do dinheiro teria sido transferida pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro, segundo a publicação.
Ao todo, segundo registros divulgados pelo The Intercept Brasil, o ex-CEO e dono do Banco Master teria se comprometido a repassar US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões na cotação da época — para financiar a produção. Com o orçamento, Dark Horse pode se tornar um dos projetos mais caros já associados ao cinema brasileiro.
O que sabemos sobre o filme?
O ex-presidente Jair Bolsonaro será retratado no filme Dark Horse, novo projeto do diretor Cyrus Nowrasteh. O longa promete mostrar os bastidores da campanha presidencial de 2018, incluindo o atentado sofrido pelo então candidato, esfaqueado durante um comício em Juiz de Fora (MG).
O roteiro é assinado pelo deputado federal Mario Frias, ex-secretário de Cultura e aliado próximo de Bolsonaro. Segundo o parlamentar, o projeto pretende apresentar “a verdade” sobre os acontecimentos de 2018 com uma abordagem voltada principalmente ao público simpático ao ex-presidente.
Para interpretar os filhos de Jair Bolsonaro foram escalados Marcus Ornellas no papel de Flávio, Sérgio Barreto como Carlos e Eddie Finlay como Eduardo.
Cyrus Nowrasteh definiu o longa como um “thriller político tenso sobre poder, mídia e fé sob ataque”. Em entrevista ao Deadline, o diretor afirmou que o projeto foi pensado para ir além de uma simples cinebiografia.

















