
Andreza MataisColunas

Vorcaro pretendia lucrar com filme Dark Horse, sobre Bolsonaro
Empresário mineiro firmou contrato de financiamento com produção estrelada por Jim Caviezel. Total era de R$ 134 milhões
atualizado
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O empresário mineiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pretendia lucrar com a produção do filme Dark Horse, que retrata a carreira política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo pessoas ligadas à produção que conversaram com a coluna, Vorcaro tinha um contrato de financiamento com a produtora do ex-secretário da Cultura Mario Frias. O objetivo era que o valor investido retornasse ao dono do Master com juros e correção monetária.
Segundo reportagem do site The Intercept Brasil, o contrato de financiamento era de US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões na cotação da época. Desse total, cerca de R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos.
“Não era só um investimento, um patrocínio no sentido de ‘ah, bota a logo do banco como apoiador’. Não. Tem contrato, tem tudo certinho, com prazo para devolução, valor e taxa”, diz um dos envolvidos na produção, sob condição de anonimato.
Na tarde desta quarta-feira, o site The Intercept Brasil publicou áudios e mensagens de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Nos diálogos, datados do fim de 2025, Flávio pede a Vorcaro que pague parcelas atrasadas do contrato de financiamento do filme.
“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, diz Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro em uma mensagem de WhatsApp divulgada pelo Intercept.
Em outra conversa, Flávio diz a Daniel Vorcaro que seu irmão está indo a Dubai e pergunta se ele quer alguma coisa. As mensagens não deixam claro a qual dos irmãos do senador ele se refere.
