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Um grande festival como o de Cannes também é feito de eventos paralelos. Na quarta-feira (16/5), John Travolta reinou na Croisette, com direito a sessão no Cinema da Praia para comemorar os 40 anos de Grease – Nos Tempos da Brilhantina, e encontro com o público para revisitar sua carreira. Travolta virou um fenômeno hollywoodiano e teve mais altos e baixos do que você pode lembrar. É chamado de Sr. Sorriso. Está sempre com aquela cara de paz consigo mesmo.

Parte do 71º Festival de Cannes tem se passado nas Fnacs da Rue d’Antibes, que tradicionalmente abriga os Rencontres du Cinéma. Os encontros trouxeram, na semana passada, Régis Wargnier, cineasta vencedor do Oscar de filme estrangeiro por Indochina. Wagnier fez uma autocrítica. Até hoje, ele lamenta que tenha apresentado seu épico romântico sobre a guerra colonial fora de concurso. “Se estivéssemos em competição, o júri teria sido forçado a dar a Catherine [Deneuve] o prêmio de melhor atriz.”

Nesta quinta (17), a Fnac abriga a sessão de autógrafos do lançamento do livro de memórias de Costa-Gavras, Va ou Il Est Impossible d’Aller. Na obra, o autor conta tudo: nascido na Arcádia, na Grécia dividida pela Ocupação e pela guerra civil, ele chegou a Paris em 1955.

Conheceu a Cinemateca, o Idhec, tornou-se assistente de cineastas de prestígio – mas detestados pela Nouvelle Vague – como René Clement e René Clair. Virou realizador e, por volta de 1970, já era um grande diretor do cinema político.

Divulgação

Prêmio para o Brasil
Coprodução francesa, brasileira e portuguesa, Diamantino (2018), do português Gabriel Abrantes e do norte-americano Daniel Schmidt, ganhou na quarta (16) o Grande Prêmio da 57ª Semana da Crítica do Festival de Cannes. A parte brasileira do projeto é responsabilidade da produtora Syndrome Films, do Rio de Janeiro.

A comédia dramática traz claras referências ao craque Cristiano Ronaldo ao contar a história do brilhante Diamantino, vaidoso jogador de futebol cuja carreira desanda.