Dark Horse: entenda a relação de Beyoncé com filme sobre Bolsonaro
Entre as muitas polêmicas da cinebiografia de Jair Bolsonaro, está uma disputa judicial com a cantora Beyoncé
atualizado
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Possivelmente uma das produções mais caras do cinema brasileiro, Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, também enfrentou polêmicas com a cantora Beyoncé. O filme voltou aos holofotes após a divulgação do investimento de R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro na produção.
O primeiro teaser do longa, divulgado em dezembro de 2025, trazia a música Survivor, do grupo Destiny’s Child (do qual a cantora fez parte). Segundo o brasileiro Anderson Nick, integrante da BeyGood – organização filantrópica mantida pelo ícone pop –, a canção teria sido usada sem autorização da artista ou da gravadora Sony Music Entertainment, responsável pelos direitos autorais..
“Obviamente a música foi utilizada sem autorização e as providências legais estão sendo tomadas para que [o trailer] seja retirado o mais rápido possível”, afirmou o representante nas redes sociais.
Flávio negociou investimento em filme sobre Bolsonaro
Trocas de áudios divulgadas pelo Intercept mostram que Flávio Bolsonaro teria negociado repasses à produção cinematográfica com Daniel Vorcaro. O filho do ex-presidente demonstrou preocupação com o andamento da produção e atrasos nos pagamentos.
Em um dos momentos mais emblemáticos da conversa, o senador se preocupa que a família fique com a imagem “queimada” com o protagonista e o diretor do longa.
“Imagina a gente dando calote em um Jim Caviezel [que será Jair Bolsonaro no filme], em um Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme]… Os caras, pô! Renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara”, diz ele.
Ouça:
Dark Horse: o filme biográfico de Jair Bolsonaro
Segundo o diretor Cyrus Nowrasteh, Dark Horse pretende fazer “um retrato honesto” do ex-presidente e trazer bastidores da emblemática campanha presidencial de Bolsonaro em 2018.
O atentado contra o então candidato, esfaqueado durante um comício em Juiz de Fora (MG), será um dos grandes destaques da trama.
isso aqui custou 134 milhões do bolso do vorcaro pensa num dinheiro mal gasto pic.twitter.com/0yoGRmzIM0
— michelonismo (@michelonismo) May 13, 2026
Bolsonaro será interpretado por Jim Caviezel, que ficou mundialmente conhecido por interpretar Jesus Cristo no filme A Paixão de Cristo. O ator norte-americano ganhou notoriedade por declarações antivacina e pelo alinhamento a teorias conspiratórias.
Para interpretar os filhos de Jair Bolsonaro foram escalados: o mexicano Marcus Ornellas, como Flávio; o brasileiro Sérgio Barreto, que dará vida a Carlos; e o norte-americano Eddie Finlay, que interpretará Eduardo.
O roteiro é de autoria do deputado federal Mario Frias (PL-SP), ex-Secretário de Cultura e aliado próximo de Bolsonaro. Frias tem defendido publicamente que o filme pretende mostrar “a verdade” sobre os acontecimentos de 2018, em uma abordagem que deve interessar, sobretudo, ao público já simpático ao ex-presidente.






















