O que disse produtora do filme de Bolsonaro sobre dinheiro de Vorcaro
Em nota à imprensa, produtora Go Up Entertainment se pronunciou a respeito dos supostos repasses de Daniel Vorcaro para produção do filme
atualizado
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A produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, se pronunciou após o The Intercept Brasil revelar que Daniel Vorcaro investiu R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro na cinebiografia de Jair Bolsonaro. Os repasses teriam sido negociados pelo filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro (PL), segundo revelam áudios obtidos pelo veículo.
Em nota à imprensa, a empresa afirma que, segundo a legislação norte-americana, as identidades dos investidores do longa estão protegidas por acordos de confidencialidade.
“Trata-se de prerrogativa contratual e regulatória legítima, assegurada aos financiadores de projetos estruturados sob o regime de investimento privado, e que esta produtora é obrigada a observar”, afirma a nota enviada ao jornalista Paulo Figueiredo e confirmada à colunista do Metrópoles Andreza Matais.
A empresa, no entanto, “afirma categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário”.
Por fim, a produtora do filme Dark Horse garante que não contou com investimentos de recursos públicos ou ilegítimos para a produção. “Cumpre destacar, ademais, que conversas, apresentações de projeto ou tratativas eventualmente mantidas com potenciais apoiadores e empresários não configuram, por si só, efetivação de investimento”, alegam.
Flávio negociou investimento em filme sobre Bolsonaro
Trocas de áudios divulgadas pelo Intercept mostram que Flávio Bolsonaro teria negociado repasses à produção cinematográfica com Daniel Vorcaro. O filho do ex-presidente demonstrou preocupação com o andamento da produção e atrasos nos pagamentos.
Em um dos momentos mais emblemáticos da conversa, o senador se preocupa que a família fique com a imagem “queimada” com o protagonista e o diretor do longa.
“Imagina a gente dando calote em um Jim Caviezel [que será Jair Bolsonaro no filme], em um Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme]… Os caras, pô! Renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara”, diz ele.
Ouça:
Dark Horse: o filme biográfico de Jair Bolsonaro
Segundo o diretor Cyrus Nowrasteh, Dark Horse pretende fazer “um retrato honesto” do ex-presidente e trazer bastidores da emblemática campanha presidencial de Bolsonaro em 2018.
O atentado contra o então candidato, esfaqueado durante um comício em Juiz de Fora (MG), será um dos grandes destaques da trama.
isso aqui custou 134 milhões do bolso do vorcaro pensa num dinheiro mal gasto pic.twitter.com/0yoGRmzIM0
— michelonismo (@michelonismo) May 13, 2026
Bolsonaro será interpretado por Jim Caviezel, que ficou mundialmente conhecido por interpretar Jesus Cristo no filme A Paixão de Cristo. O ator norte-americano ganhou notoriedade por declarações antivacina e pelo alinhamento a teorias conspiratórias.
Para interpretar os filhos de Jair Bolsonaro foram escalados: o mexicano Marcus Ornellas, como Flávio; o brasileiro Sérgio Barreto, que dará vida a Carlos; e o norte-americano Eddie Finlay, que interpretará Eduardo.
O roteiro é de autoria do deputado federal Mario Frias (PL-SP), ex-Secretário de Cultura e aliado próximo de Bolsonaro. Frias tem defendido publicamente que o filme pretende mostrar “a verdade” sobre os acontecimentos de 2018, em uma abordagem que deve interessar, sobretudo, ao público já simpático ao ex-presidente.























