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Cinema

A Voz Suprema do Blues: último filme de Chadwick Boseman debate racismo e música

O filme estreia nesta sexta-feira (18/12): elenco também conta com grande atuação de Viola Davis

18/12/2020 05:00
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MA RAINEY’S BLACK BOTTOM(2020) Chadwick Boseman as Levee, Colman Domingo as Cutler, Viola Davis as Ma Rainey, Michael Potts as Slow Drag and Glynn Turman as Toledo. Cr. David Lee/NETFLIX
A Voz Suprema do Blues: último filme de Chadwick Boseman debate racismo e música

Quando Chadwick Boseman morreu, vítima de um câncer de cólon, aos 43 anos, um filme – por conta da fatalidade – ganhou destaque. A Voz Suprema do Blues virou o último trabalho do ator, que ao lado de Viola Davis, conduz a trama. A produção chega à Netflix nesta sexta-feira (18/12) e o Metrópoles já assistiu ao filme.

Passado em Chicago, na década de 1920, A Voz Suprema do Blues tem como premissa contar a história de Ma Rainey (Viola Davis). Entretanto, o filme entrega muito mais, ao posicionar o racismo e o impacto que a discriminação gera na vida das pessoas pretas.

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As indicações foram por A Voz Suprema do Blues e Destacamento Blood, ambas produções da Netflix
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As indicações foram por A Voz Suprema do Blues e Destacamento Blood, ambas produções da Netflix
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Atrasada para a sessão de gravação, Ma trava uma batalha com seu produtor e empresário branco em defesa do controle sobre sua música. Enquanto a banda espera, o ambicioso cornetista Levee (Chadwick Boseman) — interessado na namorada de Ma e determinado a trilhar seu próprio caminho na indústria da música — faz o clima esquentar entre os músicos com uma profusão de verdades que mudarão para sempre o rumo da vida de todos.

Nesses dois polos, dos personagens vividos por Chadwick Boseman e Viola Davis, o racismo joga um papel preponderante. Mesmo no norte dos Estados Unidos, onde não imperavam as leis discriminatórios, os personagens sofrem com o preconceito, mas não aceitam que ele dite o rumo das suas vidas – tarefa nem sempre bem-sucedida.

A Voz Suprema do Blues é uma adaptação da peça de Augusto Wilson, que venceu duas vezes o Prêmio Pulitzer. Dirigido por George C. Wolfe e adaptado para as telas por Ruben Santiago-Hudson, o filme tem produção de Denzel Washington e Todd Black.

Expectativas para o Oscar 2021

Com nomes gabaritados na frente e atrás das câmeras, A Voz Suprema do Blues é uma das apostas da Netflix para abocanhar indicações no Oscar 2021. Por conta da pandemia, a premiação alterou as regras e se mostrou mais aberta para filmes exibidos somente no streaming.

Viola Davis e Chadwick Boseman surgem como grandes favoritos para emplacar como melhores Atriz e Ator, respectivamente. O longa também aparece bem cotado para entrar na lista de Melhor Filme e George C. Wolfe pode concorrer como Melhor Diretor.

No que depender da crítica internacional, A Voz Suprema do Blues já chega como um favorito. Dos 30 reviews publicados, 28 são positicos e 2 são neutros. Nenhum foi negativo.

“Wolfe mante a produção simples, embora com um atrativo e rico visual e lindo figurino, deixando com que as performances exerçam sua hipnotizante força”, escreveu Ann Hornaday. “Que sorte que o legado de Boseman vai incluir este filme, uma homenagem a arte preta”, completa Peter Debruge, da Variety.

A Voz Suprema do Blues estreia na Netflix nesta sexta (18/12).