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Distrito Federal

Vítima do coronavírus no DF era especialista em saúde pública

Graduada em enfermagem, Viviane Rocha era uma estudiosa da área. Ela trabalhava no Conselho Nacional dos Secretários de Saúde

Leonardo Meireles29/03/2020 12:55, atualizado 29/03/2020 14:49
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Reprodução/Redes sociais
Viviane Rocha de Luiz, primeira vítima do coronavírus no DF

Viviane Rocha de Luiz, primeira vítima do novo coronavírus no Distrito Federal, tinha 61 anos e era assessora técnica do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).

Vivi, como era conhecida, era graduada em enfermagem e conhecida pela doçura e a forte defesa para financiamento do Sistema Único de Saúde. Todos a conheciam como uma estudiosa da área. Tinha especializações em saúde pública, administração de serviços de saúde  e planejamento do setor saúde, entre outras.

“Sua alegria de viver, sempre cheia de planos, servia de motivação a todos que conviviam com ela. Sua enorme contribuição ao SUS, a forma habilidosa de lidar com diversos temas vão deixar lacunas difíceis de serem preenchidas”, divulgou, em nota, a Conass.

A confirmação da morte dela veio por meio do governo do Distrito Federal (GDF). Viviane chegou ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), no último domingo (22/03), com quadro de febre, desconforto respiratório e histórico de contato com paciente infectado pela Covid-19 que veio de São Paulo.

Ela tinha comorbidades, como obesidade mórbida, hipertensão arterial sem tratamento e era ex-tabagista.

A confirmação de que a moradora de Brasília tinha a Covid-19 veio neste domingo (29/03), com o resultado da contraprova, realizado pela Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Novos números

Com a morte de Viviane, a Secretaria de Saúde anunciou novos números da doença na cidade. No início da tarde deste domingo (29/03), a quantidade de infectados pelo coronavírus chegou a 288 casos.

De acordo com o novo balanço, 134 infectados estão recuperados. Há 203 pacientes com infecções leves, em isolamento domiciliar, e 25 internados, sendo 12 em situação crítica. Outros 60 pacientes estão sendo investigados com suspeita da doença.

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