GDF vai demolir trecho do viaduto que desabou no Eixão Sul

Nova obra vai custar R$ 15 milhões. Licitação será aberta em 60 dias e a estrutura deve ser concluída até setembro

atualizado 28/03/2018 13:15

Hugo Barreto/Metrópoles

Quase dois meses após o desabamento do viaduto que fica acima da Galeria dos Estados, no Eixão Sul, o GDF anunciou que vai demolir e refazer a parte que caiu do elevado. O Executivo promete entregar a obra em seis meses – até setembro deste ano. A licitação deve ocorrer em até 60 dias.

Em coletiva à imprensa nesta quarta-feira (28/3), o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Márcio Buzar, e o secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, disseram que serão erguidas novas fundações para apoiar diretamente a laje. “Vamos refazer por inteiro o trecho que caiu. As outras partes da estrutura serão recuperadas”, destacou. O custo da obra será de R$ 15 milhões e a promessa é de que a nova vida útil seja de até 100 anos.

Segundo Buzar, o viaduto tem 194 metros e a parte que será demolida é de 22 metros. A laje dos outros trechos passará por um processo de restauração. De acordo com o governo, só o tabuleiro do trecho (quatro das seis faixas) onde o elevado cedeu, sobre a Galeria dos Estados, será colocado no chão.

Até abril, o Executivo deve abrir uma nova licitação para a recuperação da edificação de toda a Galeria dos Estados. Essa obra não está computada nos R$ 15 milhões.

No dia 7 de março, a comissão formada por professores da Universidade de Brasília (UnB) que avaliou o viaduto recomendou a demolição total do elevado. Com base nas análises realizadas com amostras do concreto, os técnicos deram nota 240 para o grau de deterioração da construção. O índice é considerado altíssimo. “Até 100, é crítico. O grau de deterioração da estrutura, portanto, é muito crítico”, explicou Marcos Honorato de Oliveira, um dos membros do grupo.

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Um dia após a UnB divulgar o resultado das análises técnicas e recomendar a demolição total do viaduto que desabou no Eixão Sul, o GDF recuou da decisão de recuperar toda a estrutura. A comissão formada para cuidar do assunto optou por esperar o laudo da universidade para só então anunciar o que seria seria feito.

O acidente ocorreu no dia 6 de fevereiro, por volta do meio-dia, quando a capital ainda tentava se recuperar de outro susto. Dois dias antes, a laje de uma garagem na 210 Norte veio ao chão, deixando 23 carros soterrados. Cinco veículos ficaram sob os escombros da estrutura que passa pela Galeria dos Estados

Em 2012, o Tribunal de Contas do DF (TCDF) realizou auditoria operacional sobre conservação e manutenção de bens públicos da capital. O relatório avaliou a destinação de recursos para obras e reparos, e identificou prédios e construções públicas que não apresentavam bom estado de preservação, ameaçando a segurança dos usuários. A Corte cobrou providências. O viaduto do Eixão estava entre as estruturas que precisavam de reparos. O alerta, porém, foi ignorado pelo GDF.

No dia do desabamento, o próprio governador Rodrigo Rollemberg (PSB) admitiu que a estrutura não tinha passado por manutenção. O chefe do Executivo recebeu vaias. Logo depois, demitiu o então diretor-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Henrique Luduvice.

 

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