Veja prints que indicam possível premeditação de Pedro Turra em briga

“Tem gente querendo bater em um amigo numa festa, vamos pegar eles”, disse o acusado em áudio enviado antes da briga

atualizado

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1 de 1 celular-pedro-turra-3-2 - Foto: Material cedido ao Metrópoles

O Metrópoles teve acesso a prints anexados à denúncia do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) de conversas do ex-piloto Pedro Turra, acusado de agredir e matar o adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, com amigos e a esposa.

As mensagens escritas e os áudios detalham a sequência que antecedeu o ataque e também mostram o que o acusado disse depois do crime, indicando possível premeditação e tentativa de minimizar a situação.

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Resposta da esposa aos áudios e prints de Turra: “Vamos agora! Onde é?”, mostrando que ela incentivou a ida até o local do conflito
Print da foto enviada por Pedro Turra a Lucas Medeiros Silva, mostrando que estava acompanhado do amigo antes de se dirigir à festa
Áudio enviado por Pedro à esposa: “Tem gente querendo bater no Lucas numa festa, vamos pegar eles”, indicando premeditação
Trecho do chat em que Turra apressa a esposa, reforçando que os supostos agressores iriam embora à meia-noite, evidenciando intenção deliberada
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Trecho do chat em que Turra apressa a esposa, reforçando que os supostos agressores iriam embora à meia-noite, evidenciando intenção deliberada

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Resposta da esposa aos áudios e prints de Turra: “Vamos agora! Onde é?”, mostrando que ela incentivou a ida até o local do conflito
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Resposta da esposa aos áudios e prints de Turra: “Vamos agora! Onde é?”, mostrando que ela incentivou a ida até o local do conflito

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Print da foto enviada por Pedro Turra a Lucas Medeiros Silva, mostrando que estava acompanhado do amigo antes de se dirigir à festa
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Print da foto enviada por Pedro Turra a Lucas Medeiros Silva, mostrando que estava acompanhado do amigo antes de se dirigir à festa

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Áudio enviado por Pedro à esposa: “Tem gente querendo bater no Lucas numa festa, vamos pegar eles”, indicando premeditação
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Áudio enviado por Pedro à esposa: “Tem gente querendo bater no Lucas numa festa, vamos pegar eles”, indicando premeditação

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As conversas mostram que o acusado estava acompanhado de um amigo próximo pouco antes da briga.

Áudios enviados para a esposa do jovem mostram que ele tinha ciência do risco de confronto: “Tem gente querendo bater em um amigo numa festa, vamos pegar eles”.

Em outro trecho, ele manda uma mensagem para a esposa pedindo que ela o acompanhasse, e ela autoriza que ele a busque.

Após a agressão, os prints registram mensagens enviadas pelo acusado ao suposto mandante do ataque, informando que havia conversado com um dos envolvidos e que “tá tudo de boa”.

Ele também pede desculpas, afirmando: “Mano, me perdoa mesmo, gosto muito de ti. Não deixo isso afetar nossa amizade”, e manifesta interesse em conversar com o pai do rapaz.

Veja momento da agressão

Entenda o caso

  • Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, e Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16, se envolveram em uma briga na noite de 22 de janeiro, em Vicente Pires (DF); o confronto foi gravado por testemunhas.
  • Inicialmente, a versão apresentada indicava que a confusão teria começado após Turra jogar um chiclete mascado em um amigo da vítima, momento em que Rodrigo teria reagido em defesa do colega.
  • A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) passou a investigar se essa versão foi usada para encobrir a real motivação da agressão.
  • Segundo novos relatos colhidos pela investigação, Rodrigo pode ter sido vítima de uma emboscada motivada por ciúmes.
  • A apuração indica que Pedro Turra teria sido chamado para agredir a vítima a pedido de outro piloto menor de idade, que teria se incomodado ao saber que Rodrigo estava conversando com a ex-namorada dele.
  • Em determinado momento, Pedro Turra desfere um soco que faz Rodrigo bater a cabeça contra a porta de um carro.
  • A vítima aparenta perder as forças e cai, sendo a briga interrompida por pessoas que estavam no local.
  • Rodrigo foi socorrido e permaneceu 16 dias internado em estado gravíssimo na UTI de um hospital em Águas Claras.
  • A morte cerebral foi confirmada no último sábado (7/2).
  • Pedro segue preso em uma cela individual, no Complexo Penitenciário da Papuda, após decisão do diretor do presídio — oficializada pelo diretor-geral do Centro de Detenção Provisória (CDP) na terça-feira (3/2).

Falso testemunho

A denúncia também aponta irregularidades nos depoimentos colhidos. Conforme consta no documento, duas testemunhas teriam incorrido na “prática de falso testemunho”, ao prestarem declarações falsas com o propósito de “influenciar a apuração do crime objeto da presente denúncia”.

Diante disso, o MDFT requereu expedição de ofício à 38ª Delegacia de Polícia e à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DCA) para instauração de inquérito policial pela suposta prática de falso testemunho e de ato infracional.

Por outro lado, em relação a uma outra testemunha, o MP promoveu o arquivamento, uma vez que ele apresentou retratação formal antes de qualquer sentença, o que extingue a punibilidade.

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