Detonada nas redes, academia quer Pedro Turra fora do quadro societário após morte de adolescente
Investigado por agressões que levaram à morte de um adolescente de 16 anos, Turra é sócio-administrador de uma unidade da Skyfit no DF
atualizado
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Após a confirmação da morte de Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, 16 anos, no último sábado (7/2), vítima de agressões do ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, 19, a Skyfit Academias se pronunciou sobre a relação do investigado com a empresa.
Pedro Turra é sócio-administrador de uma unidade da academia, juntamente com a namorada. Desde o dia em que as imagens das agressões viralizaram, internautas inundaram as redes sociais da empresa, exigindo providências. Após a morte do adolescente, as críticas e a campanha de boicote à marca ganharam ainda mais força.
Entre os comentários publicados por usuários estavam mensagens como: “Quem tiver o mínimo de sentimento não pisa nessa academia”; “Tem que boicotar”; e “Vamos fechar essa academia”. Alguns também insinuaram que a empresa poderia ser usada para beneficiar financeiramente o investigado.
Diante da repercussão, a Skyfit divulgou nota oficial anunciando ter iniciado o processo de exclusão de Pedro Turra do sistema de franquias.
“Repudiamos de forma veemente e absoluta o ato de violência que resultou nesse desfecho tão doloroso e informamos que o processo de exclusão de Pedro Turra do sistema de franquias Skyfit já foi iniciado.”
A Skyfit destacou que “não admite associação da marca” ao caso. “Atitudes dessa natureza não têm e jamais terão espaço em nossa comunidade. Não toleraremos, sob nenhuma circunstância, qualquer associação da nossa marca a atos de violência.”
Por fim, a empresa reafirmou que se solidariza com os familiares, amigos e todas as pessoas afetadas com a morte do adolescente. “Reiteramos nosso compromisso inabalável com a ética, a paz e o respeito ao próximo, bem como nossa esperança de que a justiça seja plenamente realizada, para que a família de Rodrigo possa, com o tempo, encontrar conforto e paz.”
Veja o momento em que Pedro Turra agride o adolescente:
Entenda o caso
- Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, e Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16, se envolveram em uma briga na noite de 22 de janeiro, em Vicente Pires (DF); o confronto foi gravado por testemunhas.
- Inicialmente, a versão apresentada indicava que a confusão teria começado após Turra jogar um chiclete mascado em um amigo da vítima, momento em que Rodrigo teria reagido em defesa do colega.
- A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) passou a investigar se essa versão foi usada para encobrir a real motivação da agressão.
- Segundo novos relatos colhidos pela investigação, Rodrigo pode ter sido vítima de uma emboscada motivada por ciúmes.
- A apuração indica que Pedro Turra teria sido chamado para agredir a vítima a pedido de outro piloto menor de idade, que teria se incomodado ao saber que Rodrigo estava conversando com a ex-namorada dele.
- Em determinado momento, Pedro Turra desfere um soco que faz Rodrigo bater a cabeça contra a porta de um carro.
- A vítima aparenta perder as forças e cai, sendo a briga interrompida por pessoas que estavam no local.
- Rodrigo foi socorrido e permaneceu 16 dias internado em estado gravíssimo na UTI de um hospital em Águas Claras.
- A morte cerebral foi confirmada no último sábado (7/2).
- Pedro segue preso em uma cela individual, no Complexo Penitenciário da Papuda, após decisão do diretor do presídio — oficializada pelo diretor-geral do Centro de Detenção Provisória (CDP) na terça-feira (3/2).
Com a repercussão do caso, vieram à tona ao menos três ocorrências policiais envolvendo Pedro Turra no Distrito Federal.
- Uma delas envolve uma agressão com golpe conhecido como “mata-leão”, denunciada meses antes.
- Outra trata de uma briga de trânsito, que teria terminado com três tapas no rosto de um homem de 49 anos.
- Há ainda uma denúncia de que ele teria coagido uma adolescente a ingerir bebida alcoólica.
Quem era a vítima
Rodrigo era morador do DF e estudava no Colégio Vitória Régia. Amigos, familiares e jovens da capital realizaram três vigílias na porta do Hospital Brasília em oração ao rapaz — a última foi realizada na sexta-feira (6/2).
Além de estudante, o jovem foi jogador de futebol da base do Ceilândia Esporte Clube e jovem aprendiz do programa CEP Talal Abu Allan, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Distrito Federal (Senac-DF). Todos lamentaram a morte do jovem nas redes sociais.










