UnB reelege Márcia Abrahão Moura como reitora

O resultado foi divulgado pela Comissão Organizadora da Consulta por volta das 22h10, após consolidação e apuração dos votos

atualizado

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Márcia
1 de 1 Márcia - Foto: Divulgação

A comunidade acadêmica da Universidade de Brasília (UnB) elegeu, nestas terça (25/8) e quarta-feira (26/8), os novos responsáveis pelo comando da instituição. A Chapa Somar, encabeçada pela atual reitora Márcia Abrahão Moura, foi a escolhida entre estudantes, técnicos e docentes para assumir a Reitoria pelo próximo mandato (2020-2024). Márcia foi reeleita reitora com 16.325 votos (54,01% do total).

O resultado dos dois dias de votação foi divulgado por volta das 22h10, após consolidação e apuração dos votos. A divulgação dos vencedores ocorreu através do canal da Comissão Organizadora da Consulta (COC) no YouTube.

A Chapa Somar, composta pela atual reitora da UnB, MárciaAbrahão Moura, e o hoje vice-reitor, Enrique Huelva Unternbaumen, largou na frente na votação, tendo a maioria dos votos dos docentes. Foram 1.255 eleitores.

A dupla também venceu entre os técnicos, com 997 votos, e entre o corpo discente da universidade, com 5.329 alunos a favor da reeleição. Como a chapa vencedora obteve 54% do total de eleitores, ficou descartada a necessidade de realizar um segundo turno.

A segunda chapa mais votada foi a UnB Pode Muito Mais, que apresentava os docentes Jaime Martins de Santana e Gilberto Lacerda dos Santos para as funções em disputa. A dupla obteve 18,17% dos votos (5.492 eleitores).

Em terceiro lugar, ficou a Tempo de Florescer (5.013 votos – 16,58%), de Maria de Fátima Sousa e Elmira Luzia Melo Soares Simeão. Na sequência, a Unifica UnB, de Virgílio Caixeta e Suélia de Siqueira, tendo sido escolhida por 3.397 eleitores.

Perfil da reitora reeleita

Márcia Abrahão Moura é a primeira mulher a ocupar o cargo de reitora da UnB. Professora titular do Instituto de Geociências (IG), é responsável pela administração da universidade desde novembro de 2016.

Possui graduação, mestrado e doutorado em geologia pela UnB, com período sanduíche na Université d’Orleans e BRGM, na França. Fez estágio pós-doutoral na Queen’s University, no Canadá. É docente da UnB desde 1995.

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Ela conseguiu ser reeleita para o comando da UnB
Atualmente, Márcia coordena a retomada das aulas na UnB
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Atualmente, Márcia coordena a retomada das aulas na UnB

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Ela conseguiu ser reeleita para o comando da UnB
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Ela conseguiu ser reeleita para o comando da UnB

Divulgação/chapa Somar

 

Márcia coordenou o Reuni, programa de reestruturação das universidades federais. No período, foram criados 36 cursos de graduação na UnB, muitos deles noturnos.

Coordena a volta às aulas na UnB, no modelo remoto, durante a pandemia do novo-coronavírus. Durante sua gestão, a universidade puniu com expulsão, anulação de créditos e cassação de diplomas de 25 estudantes acusados de fraudar o sistema de cotas raciais.

Polêmicas no último dia

O último dia das eleições para reitoria da Universidade de Brasília foi marcado por polêmicas e troca de acusações de supostas fraudes ocorridas ao longo das votações.

A confusão teve início após o portal de notícias Ipê Brasília divulgar imagens, supostamente retiradas de grupos de WhatsApp, que mostrariam diálogos entre integrantes e apoiadores da Chapa Somar (86), da atual reitora, Márcia Abrahão, e do professor Enrique Huelva.

As fotos levam a crer que estudantes indígenas da instituição de ensino estivessem sendo coagidos a repassarem informações pessoais, como login e senha, para serem utilizados na votação.

Diante das acusações levantadas, as demais chapas concorrentes ao posto – UnB Pode Muito Mais (89) e Unifica UnB (81) – decidiram entrar com recurso na Comissão de Organização da Consulta (COC) para que analisem a veracidade do conteúdo divulgado.

Os recursos foram indeferidos por volta das 20h desta quarta, horas antes do término das votações.

Na decisão, a COC afirma que as imagens veiculadas “não permitem inferir intenção de dolo, não havendo no recurso prova material de que a referida mensagem tivesse por objetivo a coação dos estudantes indígenas, de modo que a autora da frase recebesse os logins e senhas para efetuar pelos estudantes, no lugar deles, a votação”.

“Da mesma forma, a mensagem não comprova a concretização e atendimento de suposto pedido, conforme interpreta as chapas recursantes”, acrescenta a comissão.

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