UnB: recurso de chapas por suposta fraude na eleição de reitor é indeferido

Chapas UnB Pode Muito Mais (89) e Unifica UnB (81) pediram que a COC analisasse supostos indícios de fraudes cometidos pela Somar

atualizado 26/08/2020 20:52

UnBFelipe Menezes/Metrópoles

A Comissão Organizadora da Consulta (COC) da Universidade de Brasília indeferiu, nesta quarta-feira (26/8), os recursos apresentados pelas chapas UnB Pode Muito Mais (89) e Unifica UnB (81) após acusações de supostas fraudes cometidas pela Somar (89) nas eleições da Reitoria.

A confusão teve início após o portal de notícias Ipê Brasília divulgar imagens, supostamente retiradas de grupos de WhatsApp, que mostrariam diálogos entre integrantes e apoiadores da Chapa Somar (86), composta pela atual reitora, Márcia Abrahão, e o professor Enrique Huelva.

As fotos levam a crer que estudantes indígenas da instituição de ensino estivessem sendo coagidos a repassarem informações pessoais, como login e senha, para serem utilizados na votação.

Diante das acusações levantadas, as demais chapas concorrentes ao comando da universidade – UnB Pode Muito Mais (89) e Unifica UnB (81) – decidiram entrar com recurso na Comissão de Organização da Consulta para que o colegiado analisasse a veracidade do conteúdo divulgado.

O pedido foi indeferido por volta das 20h desta quarta, horas antes do término das votações.

Na decisão, a COC afirma que as imagens veiculadas “não permitem inferir intenção de dolo, não havendo no recurso prova material de que a referida mensagem tivesse por objetivo a coação dos estudantes indígenas, de modo que a autora da frase recebesse os logins e senhas para efetuar pelos estudantes, no lugar deles, a votação”.

“Da mesma forma, a mensagem não comprova a concretização e atendimento de suposto pedido, conforme interpreta as chapas recursantes”, acrescenta a comissão.

Outro ponto que pesou para o indeferimento foi o fato de “nenhum aluno ter denunciado à COC qualquer tentativa de coação, assédio moral e ou obtenção ilegal de dados privados e individuais dos votantes, inexistindo prova efetiva de coação para fornecimento de login e senha da plataforma de votação para terceiros”.

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Ataques virtuais

Após a circulação dos prints relacionados às supostas fraudes, a comunidade acadêmica passou a atacar, virtualmente, a Associação dos Acadêmicos Indígenas da UnB (AAI-UnB), conforme confirmado pela entidade representativa por meio de nota.

No documento, a AAI afirma que o conteúdo foi divulgado “sem a devida averiguação” e chamou as acusações de “absurdas”. A Somar 86 também veio a público se manifestar sobre o ocorrido.

O que diz a Somar 86?

Em nota, a reitora Márcia Abrahão e o professor Enrique Huelva repudiaram a circulação das imagens, que afirmam “não serem verdadeiras”.

“A afirmação de que isso estaria ocorrendo, baseada em ‘denúncia anônima’ e um print descontextualizado tirado de um grupo de WhatsApp, é desonesta e atinge não apenas a chapa, mas também os estudantes indígenas”, defendem os docentes.

A chapa afirma que irá tomar as medidas “judiciais cabíveis” ao caso. “Não serão tentativas desesperadas e caluniosas que irão atrapalhar a democracia e a autonomia da universidade”, finaliza.

A reportagem tenta contato com o portal de notícias Ipê Brasília. O espaço está aberto para manifestações.

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