TJ revê decisão e PM que baleou jovem responderá por homicídio tentado
O sargento da PMDF Adailton Portela dos Santos foi preso em 2019, após atirar contra um rapaz no Riacho Fundo II durante uma briga

Oito meses após decisão em primeira instância, o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) reformou a sentença que não imputava ao sargento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Adailton Portela dos Santos o crime de tentativa de homicídio contra um jovem de 21 anos. Ele atirou na vítima durante confusão em um bar, no Riacho Fundo II, em 2019.
O recurso foi apresentado pelo Ministério Público (MPDFT) e, agora, ele poderá ser julgado pelo Tribunal do Júri do Riacho Fundo. De acordo com o Tribunal, a antiga decisão deve ser reformada, pois há elementos que reforçam a tese acusatória, e além disso a versão da defesa somente poderia ser acolhida em julgamento dos jurados.
O policial chegou a ficar preso entre dezembro de 2019 e agosto de 2020 e depois passou a utilizar tornozeleira eletrônica. Com a sentença de junho de 2021, no entanto, todas as medidas cautelares haviam sido retiradas.
Versões
Por um lado, o rapaz alegou à Justiça que foi agredido com soco e baleado pelo policial após chamar um conhecido de “viado”, em tom de brincadeira, e o sargento achar que tratava-se dele. Segundo o jovem, o PM colocou a arma na cabeça dele e disse que iria matá-lo.
Por outro lado, o sargento afirmou, em depoimento, que o rapaz estava cantando música contra PM e ele se identificou como policial, mas o jovem teria falado “policial é o caralho”. Conforme o militar contou, ele virou as costas quando sentiu um tapa e a briga começou, mas o sargento teria pedido para o rapaz parar. Durante a confusão, o policial percebeu que estava sangrando porque foi atingido por uma tesoura. Ele contou que atirou quando o rapaz subiu nele.

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