Tio de jovem morto por Turra sobre laudo: “Premeditação de toda turma”
Ao Metrópoles, o tio, Flávio Henrique Fleury, diz aguardar que, com o laudo, a Justiça reconheça o envolvimento dos amigos de Turra no caso
atualizado
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O tio do jovem Rodrigo Castanheira, Flavio Henrique Fleury (imagem em destaque), espera que, com a conclusão do laudo em que indica que o sobrinho morreu em virtudes dos socos de Pedro Turra, a Justiça do Distrito Federal possa entender de que houve uma “premeditação” do ex-piloto de Fórmula Delta e dos ocupantes do carro na morte do adolescente.
“O que aguardamos agora é que a Justiça entenda que teve uma premeditação de toda essa turma [Turra e os amigos que estavam no carro]. É mais uma prova que eles já sabiam o que que estavam indo fazer”, disse.
O laudo foi anexado ao processo. O Metrópoles entrou em contato com o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT). Em nota, o ministério comunicou que não irá informar sobre o assunto por estar em sigilo de Justiça.
Sobre o laudo
O laudo médico elaborado pelo neurocirurgião Fábio Teixeira Giovanetti Pontes analisou todos os exames médicos, prontuários, imagens e laudo cadavérico de Rodrigo Castanheira. Como conclusão, o médico indicou que a morte do jovem foi por causa dos socos efetuados por Pedro Turra.
Essa indicação afastaria a possibilidade de que a batida de Rodrigo contra o carro, durante a briga, teria ocasionado as lesões que o levaram à morte.
Veja o laudo completo:
No laudo, Fábio ainda explica que a hipótese de que o trauma na cabeça do jovem tenha sido ocasionado pelo impacto com o veículo é “médico-parcialmente refutada”.
“Todos os achados objetivos — tomográficos, cirúrgicos e necroscópicos — estão localizados no lado esquerdo, incompatível com o mecanismo de colisão com o veículo (que implicaria lesões à direita) e igualmente incompatível com lesão por contragolpe de tal magnitude sem trauma primário de alto impacto à direita, o qual está ausente”, explicou.
