Técnico que matou pacientes trabalhou em UTI pediátrica após demissão

Após matar 3 pacientes, o suspeito de 24 anos foi demitido e, logo em seguida, foi contratado em uma UTI pediátrica de um outro hospital

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Divulgação/PCDF
operação anubis técnico enfermagem
1 de 1 operação anubis técnico enfermagem - Foto: Divulgação/PCDF

O técnico de enfermagem de 24 anos, responsável por administrar medicamento que matou três pacientes que estavam internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta em Taguatinga (DF), estava trabalhando em uma UTI pediátrica de um hospital particular antes de ser preso.

O esquema de mortes em série foi descoberto pelo hospital Anchieta (veja nota abaixo) que denunciou a situação à polícia e demitiu o técnico. Após a demissão, o homem conseguiu um emprego em outra unidade hospitalar para atender crianças. Não há informações de que o suspeito tenha cometido algum crime na ala pediátrica desse outro hospital.

“A partir da análise, tanto do prontuário das vítimas, quanto das imagens das câmeras nas UTIs, eles detectaram comportamento fora do padrão de três técnicos de enfermagem. Eles passaram a investigar outras mortes e detectaram uma terceira morte”, explicou o delegado Wisllei Salomão.

Os crimes ocorreram em novembro e dezembro de 2025 e são tratados como homicídios. O profissional de 24 era o responsável por injetar as medicações e trabalhou em vários hospitais e cursa fisioterapia. A técnica de 28 anos também tinha histórico de trabalhar outros hospitais. A jovem de 22 anos estava no seu primeiro trabalho.

Não há informações sobre a motivação dos crimes.

Até o momento, a polícia confirmou a morte de três pacientes: As vítimas dos homicídios são uma professora aposentada de 75 anos, um homem de 63 anos, que era servidor da Caesb, e um jovem de 33 anos, servidor dos Correios. O nome das vítimas não foi revelado.

Outros 20 laudos de óbito estão sendo analisados pelos investigadores para identificar se há padrão nas mortes.


Entenda o caso

  • A primeira fase da operação foi deflagrada na manhã de 11 de janeiro, com apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE)
  • Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal.
  • Durante as diligências, os policiais recolheram materiais considerados relevantes para a apuração, que passaram a ser analisados pelos investigadores.
  • A polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e se houve participação de outras pessoas.
  • As investigações tiveram um novo avanço na última quinta-feira (15), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis.
  • Nessa etapa, a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão temporária contra uma investigada e realizou novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Metrópoles (@metropoles)

Confira a nota do hospital na íntegra:

“O Hospital Anchieta S.A., referência em cuidados de saúde em Brasília/DF há 30 anos, vem a público esclarecer as providências adotadas diante de fatos graves envolvendo ex-funcionários da instituição.

Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o Hospital instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil, ético e ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes.

Com base nessas evidências, fruto da investigação interna realizada pela instituição, o próprio Hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos os quais já haviam sido desligados da Instituição, prisões as quais foram cumpridas pelas autoridades nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.

Pautado pela transparência de seus processos e pela confiança nos protocolos internos que norteiam sua atuação, o Hospital entrou em contato com as famílias envolvidas, prestando todos os esclarecimentos necessários de forma responsável e acolhedora. Reitera, ainda, que o caso tramita em segredo de justiça, o que impossibilita a divulgação de informações adicionais bem como a identificação das partes envolvidas.

O hospital entende que o segredo de justiça é imprescindível à preservação da apuração, à proteção das partes envolvidas e ao regular exercício das atribuições das autoridades competentes, o qual deve ser estritamente observado de acordo com os limites impostos pela decisão judicial.

O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a Justiça”.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?