TCU decide se GDF pode usar Fundo Constitucional para pagar aposentado
Auditores do Tribunal de Contas da União consideram pagamento de salários de inativos das áreas de Saúde e Educação irregular. Relatório será votado nesta quarta-feira (3/8)

Está na pauta desta quarta-feira (3/8) do Tribunal de Contas da União (TCU) auditoria realizada nas contas do Fundo Constitucional do Distrito Federal, no período entre 2011 e 2014. A devassa foi feita a partir de um pedido do senador brasiliense José Reguffe (sem partido), em 2015, a fim de averiguar se os recursos que bancam a área de segurança do DF e parte da Saúde e Educação estavam sendo utilizados de forma correta. Os auditores do tribunal questionam o uso do dinheiro para pagamento de aposentadorias de servidores públicos por parte do GDF.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF
Frequência de envio: Diário
Ver todasCom previsão de R$ 12,3 bilhões para este ano, o fundo foi criado inicialmente para custeio da segurança pública do DF, como uma contrapartida pelo Distrito Federal ser a sede administrativa dos três poderes federais. Com o passar dos anos, foi permitido que parte dos recursos pudessem ser utilizados, também, na redes públicas de ensino e de saúde, para serviços prestados. No entendimento dos auditores do TCU, as aposentadorias não se encaixam nesse critério.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFEntre 2011 e 2014, a União repassou ao Distrito Federal R$ 40,2 bilhões via Fundo Constitucional. Desse valor, R$ 37,1 bilhões foram utilizados para pagamento de salários de servidores e encargos sociais, sendo que R$ 9,8 bilhões garantiram as aposentadorias de funcionários da Saúde e Educação.
Com dificuldades para pagar a folha de pessoal, a decisão do TCU é considerada vital para o futuro financeiro do GDF. Isso porque o Palácio do Buriti já enfrenta problemas de caixa para honrar o pagamento do reajuste dos servidores, prometido pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) para outubro.



